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Representação do corpo de Irmã Dulce, a primeira santa brasileira, atrai fiéis em Salvador

Simulacro feito em terracota por artistas italianos foi exibido em missa na Capela das Relíquias, na capital baiana. No próximo dia 13, Irmã Dulce se torna oficialmente santa

Vinícius Buono Publicado em 19/09/2019, às 10h25

Celebração homenageando Irmã Dulce
Celebração homenageando Irmã Dulce - Reprodução

Fiéis se aglomeraram para ver a representação do corpo de Irmã Dulce, a primeira santa brasileira. A exposição ocorreu na última quarta-feira, 18, na Capela das Relíquias, em Salvador.

Logo nos primeiros minutos após a abertura da Igreja, um número considerável de devotos já cercava o corpo da santa, uma representação fidedigna feita em terracota por artistas italianos ao longo de um mês e colocada numa urna de vidro para exibição.

A decisão de não exibir o corpo da freira, mas sim um simulacro, se deu para a preservação. Segundo os especialistas que fizeram a exumação (uma das três necessárias para o processo de canonização), ele está bem conservado e eles pretendem mantê-lo assim. O corpo da irmã foi colocado numa urna sob a réplica exibida.

Essa exposição é uma prática comum aos católicos beatificados como modo de eternizá-los, ainda que por uma réplica. Outra parte do ritual, um pouco mais curiosa, envolverá o envio de uma parte do corpo da irmã ao Papa Francisco, acompanhado de uma pedra ametista em formato de coração.

Foi celebrada, também, uma missa. Ministrada pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, teve duração de 30 minutos e foi diferente de um ritual comum.

Além do grande número de fiéis, estavam presentes algumas personalidades como o prefeito da cidade, ACM Neto e a sobrinha da irmã, Maria Rita Pontes, superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce. Todos ficaram emocionados com a oportunidade de estar na celebração da primeira santa brasileira.

Irmã Dulce foi uma freira baiana que, em vida, se dedicou muito aos pobres, especialmente os doentes. Relatos contam como essa foi uma preocupação sua desde a infância, quando abrigava doentes em sua própria casa.

Em 1983, abriu o Hospital Santo Antônio, hoje administrado pela sobrinha. Foi indicada ao Nobel da Paz em 1988 pelo então presidente José Sarney. Morta em 1992, seu processo de canonização foi iniciado em 2000 pelo Papa João Paulo II e será finalizado no da 13 de outubro desse ano. Quando acontecer, ela se tornará oficialmente Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida em solo brasileiro.