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Responsáveis pelo porto de Beirute são colocados em prisão domiciliar

A decisão do governo se deu em resposta à explosão ocorrida na tarde da última terça-feira, 4

Ingredi Brunato Publicado em 05/08/2020, às 13h45

Momento da explosão em Beirute, capital do Líbano
Momento da explosão em Beirute, capital do Líbano - Divulgação/ YouTube/ WELT

Nessa quarta-feira, o governo do Líbano decidiu realizar a prisão domiciliar de todos os envolvidos com a administração portuária de Beirute. A ação será supervisionada pelo exército, e se manterá durante todo o curso das investigações a respeito do desastre, que deixou pelo menos 100 mortos 4.000 feridos. Quem fornece as informações é a Agência Reuters, que entrevistou ministros libaneses. 

Ainda não foi divulgado quantos foram presos, nem para quais cargos a decisão se estende, apenas que o total inclui funcionários de até 2014. O motivo supostamente seria porque em 2014, a seis anos atrás, as autoridades haviam ordenado a retirada de materiais explosivos do porto. 

Uma vez que a explosão aparentemente se iniciou em um depósito da região portuária com por volta de 2 mil toneladas de nitrato de amônio, as investigações iniciais cogitam a negligência como causa do desastre. Outra hipótese seria de um atentado terrorista. 

De acordo com um porta-voz, o primeiro-ministro Hassan Diab declarou em entrevista coletiva que “era inadmissível que um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse em um armazém por seis anos, sem medidas preventivas”.