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Corpo petrificado de cavalo encontrado em Pompeia

Não só é a primeira vez que algo do tipo é achado, como o animal parecia ter um prestígio especial. E outro achado importante foi feito

segunda 14 maio, 2018
Os restos do bicho
Os restos do bicho Foto:Reprodução / Antonio Ferrara e Riccardo Siano

Já tinham achado porcos, galinha e até burros. Cavalo, é a primeira vez. 

Durante escavações na vila de Civita Giuliana, no norte de Pompeia, arqueólogos do Parque Arqueológico de Pompeia, em parceria com investigadores da Unidade de Proteção do Patrimônio Cultural de Nápoles, encontraram os restos de um pangaré petrificado. Como as pessoas, ele fora morto e coberto pelas cinzas do Vesúvio, em sua infame erupção de 79. 

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Para este achado, os arqueólogos contaram com a ajuda de um parceiro insalubre: ladrões de tumbas. Eles haviam cavado um túnel de 60 metros em busca de artefatos ou outros objetos valiosos. Os arqueólogos ampliaram o buraco e encontraram o antigo estábulo e, nele, o cavalo.

Em verdade, ninguém realmente encontra estátuas de bichos ou pessoas em Pompeia. O que existe é a cavidade deixada por seus corpos, há muito decompotos, na camada de cinzas que os cobriu. De fato, nem exatamente uma cavidade, mas uma parte solta das cinzas, que pode ser preenchida com gesso. Os ossos, se ainda existem, ficam por dentro. Isso foi feito com o cavalo, ainda que, no caso dele, não houvesse mais ossos.

Os restos do cavaloReprodução / Antonio Ferrara e Riccardo Siano

O animal era adulto e media cerca de 150 cm na cernelha (ombros). Hoje estaria no limite entre o que chamamos de cavalo e pônei (um puro-sangue inglês tem até 1,73 m). Mas era grande para a época. Um arreio feito de ferro e bronze encontrado ao lado de sua cabeça sugere que era utilizado em desfiles ou cerimônias militares – um animal valioso. Outra sugestão é que fosse um cavalo de corrida. 

Também foram achados jarros, utensílios de cozinha e um túmulo com os restos mortais de um homem de entre 40 e 55 anos de idade. E esta é a outra parte surpreendente: não sob as cinzas vulcânicas, mas acima delas. Isso mostra que, mesmo depois da erupção, as pessoas continuaram vivendo e cultivando em Pompeia, no topo da camada de cinzas que destruira a cidade, diz Massimo Osanna, diretor do site de Pompeia em comunicado.

Thiago Lincolins


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