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Restos de Dante Alighieri quase foram roubados por Hitler, diz artigo

Entretanto, o plano do Exército alemão acabou não sendo concluído da maneira que o Führer imaginou; por um motivo bem surpreendente. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 05/07/2021, às 10h26

Uma das raras fotografias de Adolf Hitler sorrindo
Uma das raras fotografias de Adolf Hitler sorrindo - Wikimedia Commons

Durante a Segunda Guerra Mundial, sob comando de Hitler, soldados do Exército alemão roubaram diversas obras de arte em países que foram ocupados pelos nazistas. Porém, os crimes não se limitaram apenas à quadros, esculturas e coisas do tipo.  

Segundo matéria publicada pela agência italiana ANSA, que foi repercutida pelo Estadão, o Führer chegou a ordenou que seus comandados roubassem a ossada do poeta Dante Alighieri, que estava em Ravenna.  

Os restos do italiano seriam um dos objetos que ficariam em um mausoléu nazista que estava sendo desenvolvido pelo arquiteto Albert Speer, em Berlim. Porém, as coisas não acabaram acontecendo como o imaginado. 

Isso porque, um artigo, que foi publicado na 44ª edição da revista Pen Itália, relata que alguns italianos ficaram sabendo do plano e trocaram a ossada de Alighieri por de outra pessoa desconhecida.  

Quem revelou a façanha foi Sergio Roncucci, de 87 anos, irmão e filho de dois dos responsáveis pelo ato salvador. Conforme explica, o plano foi descoberto pelo Escritório de Serviços Estratégicos (OSS), dos Estados Unidos e, imediatamente, avisado à Organização para a Resistência Italiana (ORI). 

A tramoia havia sido orquestrada por Alexander Langsdorff, coronel da SS e especialista em pré-história. O arqueólogo, por seis anos, conforme explica a ANSA, foi comandado por Heinrich Himmler.  

Porém, ao saber do plano, Benedetto Croce, famoso filósofo e político italiano, avisou a escritora Manara Valgimili. Por sua vez, ela contou tudo ao monsenhor Giovanni Messini, estudioso da vida de Dante, de quem era amiga. 

Assim, com a ajuda de Bruno Roncucci, Giorgio Roncucci e Antonio Fusconi, o sacerdote conseguiu concluir a troca entre a madrugada dos dias 22 e 23 de março de 1944. Mas calma, a história não acaba por aí. 

Os comandados de Hitler, conforme explica o artigo, acabaram descobrindo que a troca foi efetuada, porém, não tiveram tempo o suficiente para encontrar o novo paradeiro, já que os nazistas foram derrotados cerca de um ano depois. 

Sergio Roncucci também confidenciou que aquele não foi o único plano do tipo elaborado pelos alemães nazistas. O idoso ainda disse que o Führer deu ordens parecidas para que os restos mortais de Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Liev Tólstói, Émile Zola e Jean-Baptiste Poquelin também fossem saqueados.

Entretanto, destes, não soube dizer se os planos foram executados de fato e se as tentativas tiveram, ou não, êxito.