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Restos mortais encontrados na Espanha revelam massacre xenofóbico de 7.000 anos

Um total de nove indivíduos do neolítico foram descobertos numa caverna tinham claras marcas de violência física, sofrida mesmo após a morte

André Nogueira Publicado em 11/02/2020, às 07h00 - Atualizado às 07h32

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Divulgação

Restos mortais de 7.000 anos de viajantes do neolítico foram encontrados na Espanha com claras marcas de violência física, que teriam sido brutalmente executados por conta de um “frenesi assassino xenofóbico”. Foram cinco adultos e quatro crianças descobertas nos Pirineus.

Todos os indivíduos, incluindo as crianças com de três a sete anos, possuem marcas de perfuração por flechas, espancamento e agressões mesmo após a morte. O responsável pelo estudo, Kurt Alt (Universidade da Basileia, Suíça) afirmou que esse caso de violência é único na arqueologia europeia, provavelmente resultado de uma série de disputas por terra e roubo de gado, característicos da primeira onda de imigrações ocorrida do Oriente Médio para a região.

Fragmentos com marcas de violência / Crédito: T. Schuerch e G. Schulz 

 

“O conflito transmite a impressão de uma ação xenofóbica; o tipo de agressão sugere um conflito entre grupos inimigos”, afirma o texto original da pesquisa, publicado pela revista Natural Reports. Segundo o perfil físico desses restos mortais, os cientistas especulam que se trata de um conjunto de habitantes de uma região agrícola em choque com comunidades de caçadores.

"Parece que eles foram feridos com flechas nas proximidades da caverna, e que depois foram levados para dentro", disse Alt ao The Olive Press. “Dentro da caverna, as vítimas foram submetidas a 'espancamentos cruéis, mesmo após a morte”.