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Revista especializada francesa homenageia Lula com Prêmio Coragem Política 2021

Ex-presidente foi escolhido pela "esperança que encarna aos olhos da grande maioria de seus compatriotas”

Isabela Barreiros Publicado em 03/11/2021, às 07h30

O ex-presidente Lula em 2016
O ex-presidente Lula em 2016 - Getty Images

A revista especializada francesa Politique Internationale decidiu homenagear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Prêmio Coragem Política 2021 por trazer “esperança” àqueles que estão “decepcionados” com a presidência de Jair Bolsonaro.

O diretor da revista trimestral, especializada em diplomacia, Patrick Wajsman, declarou à AFP que “a revista Politique internationale optou por conceder o Prêmio Coragem Política 2021 ao brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva".

Lulafoi escolhido pela publicação pela "esperança que encarna aos olhos da grande maioria de seus compatriotas, decepcionados com a presidência [do atual presidente Jair] Bolsonaro".

Os responsáveis pela escolha do prêmio também ressaltam “a tenacidade exemplar” do político "diante das perseguições políticas e judiciais". Esta foi "recompensada com a decisão do Supremo Tribunal Federal de anular suas condenações".

Além das ações no presente, seu período na presidência foi destacado. Segundo a revista, o governo foi marcado “pela vontade de promover a igualdade racial e social em seu país", e possibilitou que "30 milhões de brasileiros saíssem da pobreza".

O prêmio deverá ser entregue a Lulano dia 17 de novembro, em Paris, na França.

Lula dedicou a homenagem “ao povo brasileiro”, "em particular aos companheiros que permaneceram ao meu lado quando estive preso em Curitiba", como disse em entrevista à Politique Internationale.

"A vitória de Joe Biden [nos Estados Unidos] mostra que as pessoas estão fartas de loucura, xenofobia e fascismo", completou o ex-presidente.

A publicação francesa Politique Internationale já homenageou com o Prêmio de Coragem Política o papa João Paulo II, o x-chefe de Estado sul-africano Frederik De Klerk e o ex-presidente egípcio Anwar al-Sadat, por exemplo.