Notícias » Brasil

Revólver da década de 1970 é descoberto enterrado em praia de Santos

Professor Eduardo Henrique Gomes foi responsável pela descoberta no litoral paulista

Isabela Barreiros Publicado em 25/10/2021, às 11h55

Arma encontrada por professor em praia santista
Arma encontrada por professor em praia santista - Arquivo pessoal/Eduardo Henrique Gomes

A carcaça de um revólver, usado durante a década de 1970, foi encontrada ao acaso por um professor de Engenharia da Computação na última semana. O objeto estava enterrado na areia de uma praia em Santos, no litoral paulista.

Eduardo Henrique Gomes, de 47 anos, estava “caçando” metais usando um detector de metais na areia por volta das 9h30 da manhã. O professor foi capaz de recuperar dois lacres de refrigerante antes da arma.

A maior descoberta foi feita apenas no terceiro sinal do equipamento, estando a poucos centímetros da superfície. O revólver não contava com munição, no entanto, apresentava a numeração intacta.

"No terceiro sinal [do detector de metais] apitou para algo grande. Achei que seria um talher. Cavei um pouco e encontrei um revólver calibre .32, com numeração intacta. Estragou o passeio", contou ao portal g1.

"Estava a um palmo de profundidade. Quando eu tirei, fez uma roda de turistas em volta de mim. Assim que eu vi que era uma arma, eu pensei: 'acabou a minha terapia, agora vem a responsabilidade'. Eu estava indo lá para esquecer dos problemas e acabei encontrando outro", lembrou. 

Detector de metais que revelou o revólver / Crédito: Arquivo pessoal/Eduardo Henrique Gomes

 

Gomes entregou o artefato à Polícia Civil após acionar a Polícia Militar, que apreendeu a arma. Ele prestou depoimento sobre a descoberta no 7º DP de Santos, onde a recuperação da arma foi registrada. 

De acordo com o professor, trata-se de uma arma conhecida como “canela seca”, usada durante a década de 1970. É um revólver INA Tigre, que será investigado pela perícia com objetivo de que a Polícia Civil analise o número de registro e identifique sua origem. 

"Imagina se um 'marginal' acha. Recupera fácil, com pouco dinheiro ou fabricando as peças. Mas nem precisa, imagina quantas famílias seriam roubadas com o simulacro. Fiz minha parte, talvez tenha sido a cavada mais importante que já fiz. Na realidade, não perdi o passeio. Ganhei o dia", disse Gomes