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Robinho é condenado em última instância em caso de estupro

Desta forma, não cabe mais nenhum recurso por parte do atleta, que foi condenado a 9 anos de prisão

Fabio Previdelli Publicado em 19/01/2022, às 14h37

O jogador Robinho
O jogador Robinho - Getty Images

Na manhã de hoje, 19, a Corte de Cassação de Roma julgou a última instância do recurso apresentado pelo atacante Robinho (37 anos) e de Rodrigo Falco (amigo do atleta) em um caso de violência sexual contra uma mulher em uma boate em Milão, em 2013. 

A Justiça italiana rejeitou o pedido e confirmou a condenação dos dois réus por nove anos de prisão. Desta forma, não cabe mais nenhum recurso por parte de Robinho e de Falco. A execução da pena é imediata. 

Conforme aponta matéria publicada pelo UOL, existem duas maneiras de dar andamento no processo, visto que Robinho não reside no país europeu. A primeira delas é a Justiça italiana pedir a extradição dos dois culpados — no entanto, isso é pouco provável de acontecer, visto que a constituição do país veta a extradição de brasileiros nascidos no país. 

A segunda alternativa é que os dois cumpram suas penas em penitenciárias brasileiras. Para isso, as autoridades italianas terão que pedir a transferência de execução da pena para a Justiça brasileira. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) precisa fazer a homologação da pena estrangeira. Não existe um prazo para isso ocorrer. 

Às 11h40, no horário de Brasília, a corte italiana se pronunciou sobre o recurso pedido por Robinho, o considerando inadmissível. Os advogados do atleta não permaneceram no tribunal para  ouvir a sentença, mas afirmaram que o jogador arcará com a pedida de indenização (60 mil euros, algo na casa dos 373 mil reais) sem que um processo civil no Brasil tenha que ser pedido pela vítima. 

Têm duas pessoas condenadas no Brasil (Robinho e Falco) e outras quatro que devem ser encontradas no Brasil, as quais devem ser entregues o aviso de conclusão da investigação, e isso quem deve fazer é o Ministério Público", declarou o advogado da vítima, Jacopo Gnocchi

"São casos como esse que mudam o pensamento da sociedade. No total, 15 juízes, divididos em três instâncias, entenderam que a vítima dizia a verdade. O Brasil é um país que tutela a vítima, e não o culpado", completou.