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Rodeado de mistério, Putin será vacinado contra o coronavírus em ato privado

O porta-voz do governo afirmou que a dose será aplicada em sigilo e que nem mesmo o imunizante utilizado será revelado

Alana Sousa Publicado em 23/03/2021, às 12h05

Vladimir Putin durante compromisso político
Vladimir Putin durante compromisso político - Divulgação

Apesar de ter iniciado a vacinação em massa na Rússia no início de dezembro, até o momento, o presidenteVladimir Putin não havia sido imunizado. No entanto, o porta-voz do Kremlin anunciou que o líder russo receberá a vacina contra o coronavírus na noite desta terça-feira, 23, conforme repercutiu o portal UOL. 

Em comunicado à imprensa, Dmitry Peskov afirmou: “O presidente ainda não foi vacinado, mas planejamos para o final do dia, à noite". O evento está sendo rodeado de mistério, conforme informou o porta-voz o ato será feito longe das câmeras: “Não vamos mostrar. Terão que acreditar em nossa palavra". 

A estratégia vai em contramão de outros líderes mundiais, que tomaram a dose da vacina em público, como forma de incentivo à população de seu país. Além disso, Peskov disse que não será divulgado qual imunizante Putin tomará: “Será uma das três, não vamos falar qual”.  

Ainda assim, Dmitry enfatizou a credibilidade de todos os imunizantes produzidos pela Rússia. O país sofre com a forte desconfiança da população no método eficaz contra a Covid-19, especialmente contra a Sputnik V, embora a vacina tenha sido aprovada em 56 países mundo afora. 

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 12.047.526 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 295.425 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 123 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,7milhões de mortes.