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Ruínas de residência asteca e jardins flutuantes são descobertas no México

Os vestígios desenterrados na Cidade do México datam de 800 anos atrás, durante o Império Asteca

Redação Publicado em 09/05/2022, às 10h41

Vestígios da residência asteca encontrada na Cidade do México
Vestígios da residência asteca encontrada na Cidade do México - Divulgação/INAH

Obras de atualização de subestações de energia elétrica realizadas na Cidade do México revelaram ruínas de uma habitação e de jardins flutuantes que remontam ao período em que o Império Asteca reinava na região, cerca de 800 anos atrás.

As reformas possibilitaram que arqueólogos e trabalhadores da construção civil se deparassem com os vestígios na região que seria a divisa entre dois bairros da cidade de Tenochtitlan, capital do Império Asteca.

Segundo comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), a residência encontrada pelos pesquisadores data do final do período pós-clássico, entre 1200 e 1521 d.C., e se estende por mais de 400 metros quadrados.

Foram encontrados ainda restos de uma técnica de cultivo em pequenas áreas de terra artificial, conhecida também como jardins flutuantes, no que antes eram leitos de lagos rasos. No passado, a região era um centro residencial e agrícola.

Além disso, os cientistas identificaram ainda artefatos astecas, como um par de vasos funerários contendo os restos ósseos de crianças, ferramentas de fiar, e ainda uma estátua de pedra com cerca de 60 cm de altura de um homem.

Segundo a arqueóloga Alicia Bracamontes Cruz, que participou das escavações, parte da região pode ter sido usada como um banho público durante aquele período, já que foram descobertos ainda vestígios como pisos de azulejos e um sistema de drenagem.