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Notícias / Religião

Rumores sobre renúncia do papa Francisco aumentam após anúncios incomuns

Santo Padre deve participar de festa iniciada por papa do século 13 que renunciou, visitada por Bento XVI antes da aposentadoria

Redação Publicado em 07/06/2022, às 09h51

Papa Francisco sentado durante missa - Getty Images
Papa Francisco sentado durante missa - Getty Images

Rumores de que o papa Francisco irá renunciar ao seu cargo, se aposentando, estão aumentando desde que foi anunciada sua participação em uma festa que foi iniciada por um papa do século 13 que renunciou.

Os planos do pontífice foram divulgados nesta semana. Primeiro, Francisco deve sediar um consistório no dia 27 de agosto, que criará novos cardeais — alguns deles, inclusive, podem ser elegíveis para decidirem o sucessor do Santo Padre.

No dia seguinte, a expectativa é que o líder da Igreja Católica participe do festival Perdonanza Celestiniana, na comuna italiana de Áquila, onde também deve visitar a catedral em que está a tumba do papa eremita Celestino V, que renunciou ao cargo depois de apenas cinco meses no posto, em 1294.

Segundo o jornal britânico The Guardian, antes de renunciar em 2013, Bento XVI também visitou o túmulo do religioso em 2009, o que gerou comentários sobre o simbolismo da atitude na época.

O que dizem especialistas

Os rumores de uma possível aposentadoria de Francisco começaram em maio deste ano, quando o pontífice surgiu usando uma cadeira de rodas pela primeira vez após passar por uma pequena operação por dores no joelho.

Para Robert Mickens, editor do jornal diário católico ‘Roma’, "é muito estranho ter um consistório em agosto”. “Não há razão para que ele precise convocar este [evento] com três meses de antecedência e depois ir para L'Aquila no meio dele", opinou.

“Acho que haverá outro anúncio: pode não ser que ele vá renunciar, mas acho que é uma possibilidade muito boa”, completou Mickens.

Também ouvido pelo The Guardian, Christopher White, o correspondente do Vaticano para o National Catholic Reporter, disse que “há muito simbolismo em jogo” no caso da possível renúncia de Francisco.

“Eu vejo [a especulação] com um pouco de cinismo. Não acho provável que Francisco queira dois papas aposentados em segundo plano. Involuntariamente ou não, ter um papa em um papel indefinido tem sido uma fonte de dores de cabeça ocasionais para Francisco”, argumentou.

“Dito isso, a coisa mais importante que aprendemos sobre este papa nos últimos 10 anos é que ele continua a nos surpreender, e parece ter grande prazer nesse elemento surpresa”, acrescentou.