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Sambista Nelson Sargento morre após ser internado com coronavírus

Vacinado, o célebre compositor de sambas faleceu com 96 anos de idade

Ingredi Brunato, sob supervisão de Alana Sousa Publicado em 27/05/2021, às 14h00

Fotografia de Nelson em apresentação em 2007
Fotografia de Nelson em apresentação em 2007 - Wikimedia Commons

Nesta quinta-feira, 27, morreu o cantor e compositor de sambaNelson Sargento. O artista, então já com 96 anos de idade, estava com covid-19. Ele havia sido diagnosticado na última sexta-feira, 21, e internado imediatamente. A notícia foi repercutida pelo G1. 

Nelson, que escreveu os famosos “Agoniza, mas não morre” e "O Samba da Mais Alta Patente", entre outros sucessos, já havia recebido sua segunda dose da vacina contra o coronavírus em fevereiro desse ano. Além de estar no grupo de risco por conta de sua idade, todavia, ele também já havia lutado contra um câncer de próstata alguns anos antes. 

"As pessoas têm muita dificuldade de entender qual é a função de uma vacina. Elas acham que a vacina é mágica. Ou seja, tomou a vacina, está protegido; não tomou, vai ficar doente. Não é assim que vacinas funcionam”, explicou a bióloga Natalia Pasternak a respeito do ocorrido em entrevista ao G1. 

Apesar disso, a especialista confirmou que casos como o de Sargento, de pessoas vacinadas que acabam não conseguindo resistir ao vírus, são raros. 

Vale comentar que mais cedo nesse ano o sambista havia defendido a decisão tomada pela maior parte das cidades brasileiras de cancelar o carnaval como forma de conter a pandemia no país. 

“Todos nós estamos um pouquinho tristes por não ter desfile, mas foi melhor assim. Temos que estar todos vacinados para fazermos um grande carnaval em 2022”, comentou Nelson na época, ainda conforme o G1. 

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,3 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 454 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 169 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,5 milhões de mortes.