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Sarcófago com desenho de Leopardo guardião com mais de 1.700 anos é descoberto e restaurado no Egito

A tampa do sarcófago foi retirada cuidadosamente e levada para um escaneamento digital que revelou suas cores originais

Wallacy Ferrari Publicado em 25/02/2020, às 07h47

O local onde o desenho do leopardo foi descoberto, à esquerda, e a pintura já digitalizada, à direita
O local onde o desenho do leopardo foi descoberto, à esquerda, e a pintura já digitalizada, à direita - Divulgação / Università Statale di Milano

Arqueólogos da missão egípcio-italiana de escavação em Aswan, no Egito, divulgaram imagens de uma necrópole, descoberta há cerca de um ano, que contém um rosto de um leopardo desenhado a mão na tampa em um sarcófago de madeira. Acredita-se que a face do leopardo seja um símbolo guardião dos mortos.

Pintado em cores vivas, o leopardo tem olhos castanhos, uma pele caramelo e um chapéu branco com círculos verdes e vermelhos sobre a cabeça. A operação de retirada para escaneamento foi um processo meticuloso graças a quantidade de areia presente e a fragilidade do objeto. A digitalização possibilitou a geração de uma imagem nítida da pintura.

A necrópole com a pintura foi descoberta há cinco metros abaixo da densa areia presente no deserto de Aswan, onde a área arqueológica abrange mais de 25 mil metros quadrados, próximo a margem oeste do Rio Nilo. Além da sepultura com a pintura do leopardo, outros 300 túmulos já ajudaram a localizar 30 corpos nas proximidades.

Patrizia Piacentini, responsável por liderar a equipe arqueológica da Universidade Estadual de Milão, acredita que as tumbas foram utilizadas para enterrar moradores de Aswan entre o século 7 a.C. até o século 3 d.C., e estavam enterradas junto a vasos de cerâmica, capas pintadas com ouro e camas funerárias. “Certamente eram um bem de luxo e mostram mais uma vez como o túmulo pertencia a pessoas importantes”, disse Patrizia para a ANSA.