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Notícias / Arqueologia

No Iraque, seca revela um importante palácio Mitani de 3.400 anos

Enterrado em um reservatório, o palácio dos hurritas, que dominaram a Síria e o norte da Mesopotâmia, foi revelado pela seca iraquiana

André Nogueira Publicado em 01/07/2019, às 08h00

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Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

Em Kemune, um sítio arqueológico no Curdistão, Iraque, uma descoberta instigou os pesquisadores da região. Um palácio hurrita da época do Império Matani, de 3.400 anos atrás, foi descoberto devido à seca que toma o país nos últimos tempos. 

Desde 2010, existem informações que apontam para a existência do Palácio Kemune sob esse reservatório. No entanto, o alto nível da água impossibilitava a investigação do caso. Como a seca reduziu o reservatório drasticamente e a região não sofre mais ameaças do Estado Islâmico, uma equipe de pesquisadores curdos e alemães realizaram as escavações. Assim foi descoberta a estrutura composta de tijolos de barro, com paredes de mais de 1,80 m de espessura.

Quando utilizado, o Paláco Kemune ficava num terraço elevado com vista panorâmica para o Vale do Tigre, a apenas 15 metros da margem do rio. Para tanto, foi construída uma barreira em forma de muro que apoiava a frente ocidental do palácio, estabilizando-o na parede íngreme.

Império Mitani em relação a Egito, Babilônia e Hatti / Crédito: Reprodução

A descoberta é de grande relevância. Isso porque não existem muitas informações sobre os hurritas e o Império Mitani, que governou a Síria e o Norte da Mesopotâmia ente os século 14 e 15 a.C. Para se ter ideia, arqueólogos não conseguiram, até hoje, identificar a capital do império dos hurritas.

Com escavações e fotografias aéreas por drones, os arqueólogos descobriram novidades sobre o novo sítio. Entre elas, é possível citar os grandes tijolos queimados usados na construção de pisos e lajes pelo palácio. 

Além disso, foi possível identificar diversos quartos com paredes decoradas e ornamentos rebocados, que compunham murais desenhados em tons brilhantes de vermelho e azul. Também foram encontrados tabletes de argila com escrita cuneiforme, que foram levados à Alemanha para serem traduzidos.