Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Astronomia

Segundo maior radiotelescópio do mundo será desativado devido a danos na estrutura

Segundo um dos diretores do Observatório onde fica o telescópio, o aparelho sofre "sério risco de colapso inesperado e descontrolado"

Ingredi Brunato Publicado em 19/11/2020, às 16h00

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Fotografia mostrando estrutura do radiotelescópio - Divulgação/ NSF
Fotografia mostrando estrutura do radiotelescópio - Divulgação/ NSF

Nessa quinta, 19, a Fundação Nacional da Ciência (NSF), agência norte-americana de pesquisa científica, anunciou que irá desativar a icônica antena parabólica do Observatório Arecibo, após o equipamento ter sofrido danos revelados como irreparáveis. 

A situação começou a se encaminhar para o ponto atual em agosto desse ano, quando um dos cabos que mantém plataforma suspensa sobre o telescópio se soltou. Na época, os engenheiros contratados pela NSF decidiram que não seria um problema.

As condições do equipamento, todavia, se alteraram após o rompimento de um novo cabo no início de novembro. Uma reavaliação da instalação científica - que possui 900 toneladas - chegou à conclusão que a situação dos cabos não estava mais suficientemente estável nem mesmo para que os danos fossem consertados sem colocar a vida de trabalhadores em risco no processo.   

“Após receber e revisar as avaliações de engenharia, não encontramos nenhum caminho a seguir que nos permitiria preservar o telescópio com segurança.”, comentou Sean Jones, diretor-assistente do Diretório de Ciências Matemáticas e Físicas da agência, em uma entrevista coletiva, segundo divulgado pela LiveScience. 

Ainda de acordo com o site, Ralph Gaume, diretor da Divisão de Ciências Astronômicas da fundação, ainda completou que: “O telescópio corre atualmente um sério risco de colapso inesperado e descontrolado. De acordo com avaliações de engenharia, mesmo tentativas de estabilização ou teste de cabos podem resultar na aceleração da falha catastrófica. Os engenheiros não podem nos dizer a margem de segurança da estrutura, mas informaram à NSF que a estrutura entrará em colapso por conta própria em um futuro próximo".