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Notícias / Calor

Segundo a OMS, calor causou mais de 1700 'mortes evitáveis' na Espanha e no Portugal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu ação conjunta para enfrentamento do calor na Europa

Redação Publicado em 23/07/2022, às 09h23

Europeus buscam lidar com o calor também em fontes, na Europa - Divulgação/YouTube/TV Brasil
Europeus buscam lidar com o calor também em fontes, na Europa - Divulgação/YouTube/TV Brasil

O escritório europeu da Organizaçao Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o calor foi responsável pela morte de pelo menos 1700 pessoas apenas na Península Ibérica — região que engloba Portugal, Espanha, além de outros países menores —, na última sexta-feira, 22.

Por isso, o órgão pediu uma ação conjunta entre as nações europeias para o enfrentamento das mudanças climáticas, que provocaram o recente calor que tem preocupado pesquisadores de todo o mundo.

O calor mata. Nas últimas décadas, centenas de milhares de pessoas morreram como resultado do calor extremo durante ondas de calor prolongadas, frequentemente com incêndios florestais simultâneos", disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, em um comunicado, como informado pela UOL.

Ele ainda acrescentou informação preocupante no comunicado: "este ano, já testemunhamos mais 1.700 mortes que poderiam ter sido evitadas na atual onda de calor na Espanha e em Portugal", diz. Além disso, ele também alertou sobre a importância de se ter cuidado no momento, e destacou que a exposição ao calor extremo "com frequência agrava as condições de saúde preexistentes."

Números que mudam

A OMS da Europa acabou explicando à agência francesa Agence France-Presse que o número de 1700 mortes em decorrência da onda de calor enfrentada na Europa é apenas uma estimativa com base em relatórios das autoridades federais. Logo, ainda foi informado que o número "já havia aumentado e seguiria aumentando nos próximos dias".

Pessoas tentando lidar com o calor na Europa
Pessoas tentando lidar com o calor na Europa / Divulgação/YouTube/TV Brasil

Além do mais, ainda foi informado que o número real de mortes provocadas pelas ondas de calor ainda deve levar semanas para ser definido. "Os acontecimentos desta semana apontam mais uma vez para a necessidade desesperada de uma ação pan-europeia para abordar eficazmente a mudança climática", destacou Hans Kluge, ainda de acordo com a UOL.

Por fim, o chefe regional da ede da ONU destacou a importância de os governos demonstrarem vontade e liderança na adoção do Acordo de Paris — pacto que estabeleceu o objetivo de limitar o aquecimento global a 2 ºC acima (mas a preferência é de que não passe nem mesmo de 1,5 ºC).


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