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Segundo paciente no mundo está livre do HIV, revela estudo

Homem conhecido como “Paciente de Londres” está há 30 meses sem apresentar sintomas da Aids

Penélope Coelho Publicado em 12/03/2020, às 12h00

Imagem ilustrativa de uma agulha
Imagem ilustrativa de uma agulha - Divulgação / Pixabay

Pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, pode ter descoberto um método para curar pacientes portadores do vírus da Aids. O estudo da revista médica inglesa The Lancet HIV, replica um tratamento realizado pela primeira vez há nove anos, em Berlim.

O “Paciente de Londres”, como fora apelidado, era soropositivo e foi submetido a um transplante de células tronco com uma mutação “Anti- HIV”, em 2016. Elas foram doadas por um indivíduo que possui um gene hereditário incomum, resistente ao vírus.

Após 30 meses do procedimento, ele não apresentou mais nenhum sintoma da doença em seu organismo. O homem permaneceu anônimo até recentemente, quanto revelou para o jornal britânico The Daily Mail, seu nome e idade. O venezuelano Adam Castillejo tem 40 anos, e vivia com o HIV desde 2003.

Embora não haja mais sinais ativos da infecção no corpo de Adam, restos de DNA integrado do HIV-1 permaneceram em amostras de seus tecidos, os pesquisadores afirmam que é improvável que eles se reproduzam novamente. Vale lembrar que este tratamento de alto risco só é recomendado em casos de enfermos em situações graves de HIV, que também tenham outra doença que ameace a vida, como no caso do “Paciente de Londres”, que era portador de leucemia.