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Antártica sofreu com incêndios florestais há 75 milhões de anos, revela pesquisa

O novo estudo foi publicado nesta semana, na revista Polar Research; confira

Redação Publicado em 21/10/2021, às 08h55

Imagem da Antártica
Imagem da Antártica - Getty Images

De acordo com um estudo publicado na última quarta-feira, 20, na revista Polar Research, a Antártica foi palco de uma série de incêndios florestais há cerca de 75 milhões de anos.

A descoberta foi realizada por cientistas de diferentes instituições brasileiras em parceria com o Senckenberg Research Institute, da Alemanha.

Segundo os pesquisadores, o fato foi constatado durante uma expedição, entre os anos de 2015 e 2016, em afloramentos da Formação Santa Marta.

Conforme informações do UOL, foram encontrados fragmentos de plantas com características de carvão vegetal, mas que haviam sido desgastados com o tempo. A partir do estudo, os especialistas notaram novas evidências de que o continente gelado nem sempre foi como conhecemos.

Sabe-se que a região um dia foi verde e possuiu um clima bem mais quente do que o atual, o que pode ser notado por meio de evidências fósseis de troncos e lenhos vegetais. O que a nova pesquisa acrescenta é que a antiga vegetação local sofria com incêndios espontâneos ocasionalmente.

Segundo Flaviana Lima, paleontóloga e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) "Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a ocorrência de incêndios vegetacionais durante o Cretáceo, mostrando que episódios assim eram mais comuns do que se imaginava, além de representar uma contribuição significativa para os estudos paleobotânicos em todo o mundo".

"Agora, nós precisamos saber qual é a frequência desses incêndios. Precisamos obter mais registros em outras áreas da Antártica, inclusive nessa mesma área onde fizemos a descoberta", prosseguiu Lima, que destaca que o continente gelado "só veio a formar as calotas polares há aproximadamente 37 milhões de anos. Foi bem depois da ocorrência desses incêndios e da vegetação exuberante que existia na Antártica", finalizou Lima.

Confira a pesquisa completa aqui.