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Notícias / ONU

Segundo secretário-geral da ONU, a humanidade está próxima da 'aniquilação nuclear'

A fala ocorreu durante conferência do Tratado de Não Proliferação Nuclear, da ONU

Éric Moreira Publicado em 01/08/2022, às 15h35

António Guterres, atual secretário-geral da ONU - Getty Images
António Guterres, atual secretário-geral da ONU - Getty Images

Durante a abertura da décima conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), uma frase pontual marcou grandemente o evento. Advinda do português António Guterres, atual secretário-geral da ONU, a advertência vem chamando a atenção desde que foi feita, nesta segunda-feira, 1.

A humanidade está a um mal-entendido, a um erro de cálculo da aniquilação nuclear", disse Guterres. "Tivemos uma sorte extraordinária até aqui. Mas sorte não é estratégia nem escudo para impedir que as tensões geopolíticas degenerem em um conflito nuclear", completa.

Durante a conferência, o secretário-geral da ONU ainda apresentou a avaliação de diversos especialistas no tema, e afirmou que o risco de uma guerra nuclear é tanto que "não se via desde o apogeu da Guerra Fria". A interpretação vem principalmente a partir do atual conflito na Ucrânia e as ameaças de Vladimir Putin de utilizar tal poderio bélico.

António Guterres, atual secretário-geral da ONU
António Guterres, atual secretário-geral da ONU / Getty Images

Vale lembrar que pouco antes da iniciada a invasão à Ucrânia por tropas russas, no dia 24 de fevereiro, Putin afirmou que quem se intrometesse no conflito diretamente sofreria consequências "nunca antes experimentadas na história". A ameaça aparentemente foi funcional, visto que o Ocidente não interveio com envio de tropas, mas apenas de armas.

Atualmente, a Rússia e os Estados Unidos possuem um arsenal nuclear quase semelhante — sendo o russo um pouco maior —, e juntos detêm cerca de 90% do total de ogivas nucleares disponíveis no mundo — cerca de 13 mil. Hoje, ainda, Putin afirmou que "ninguém ganharia uma guerra nuclear", visto que seria muito fácil de se obliterar toda a humanidade com isso.

Outros conflitos e poderios

O receio por uma disputa nuclear não existe somente entre Estados Unidos e Rússia, mas também chega na Ásia. A China, por exemplo, tem cerca de um quinto do total de ogivas nucleares que os Estados Unidos ou Rússia têm, e também vem apresentando atritos com o governo estadunidense.

Já na península coreana, espera-se há alguns meses já que Kim Jong-un promova um novo teste nuclear, a fim de provocar negociações entre a Coreia do Norte, seu país, com a Coreia do Sul. Além do mais, Índia e Paquistão seguem como rivais na 'corrida' atômica, como informado pela Folha de S. Paulo.


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