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Sete tumbas vikings são encontradas por arqueólogos na Suécia

Entre os restos mortais desenterrados, um detalhe chamou atenção: uma das tumbas continha os esqueletos de possíveis bebês gêmeos

Alana Sousa Publicado em 05/07/2021, às 13h00

Um dos esqueletos vikings encontrados na Suécia
Um dos esqueletos vikings encontrados na Suécia - Divulgação/Uppdrag arkeologi

Na cidade de Sigtuna, na Suécia, arqueólogos descobriram sete tumbas vikings datadas em mais de mil anos, segundo a Live Science. Os pesquisadores acreditam que os esqueletos pertençam a quatro adultos e quatro crianças — incluindo bebês gêmeos. A descoberta aconteceu em abril, mas os resultados da pesquisa foram divulgados apenas agora.

Os restos mortais podem ser de vikings que se converteram ao cristianismo, sugere Johan Runer, líder do projeto da Uppdrag arkeologi, responsável pela descoberta. “O caráter cristão das sepulturas agora escavadas é óbvio por causa de como as tumbas foram dispostas”, diz o estudioso à Live Science.

Os cadáveres dos vikings encontrados estavam enterrados de costas, algo incomum para a cultura, que cremava seus mortos seguindo uma tradição antiga. No entanto, quatro caixões apresentaram sinais de queimadura, o que aponta que alguma espécie de ritual com fogo ainda estava envolvido no enterro.

Sepultamento viking encontrado na Suécia / Crédito: Divulgação/Uppdrag arkeologi

 

Pedras foram localizadas em cima de quatro tumbas, as quais também estavam rodeadas de pequenas rochas. "Essas características não são conhecidas anteriormente na cidade de Sigtuna", afirmou Runer. "Tais fenômenos são bastante comuns nos túmulos do período cristão Viking”, complementou.

Um detalhe importante que chamou atenção dos pesquisadores é um caixão em particular que continha o esqueleto de dois bebês. “Em uma tumba, havia dois bebês muito pequenos, aparentemente da mesma idade”, explicou Runer. A conclusão inicial da equipe é de que "este túmulo contém o trágico resultado de um aborto tardio de dois gêmeos".

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.