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Mais lidas: Sex Pistols relançará single polêmico que critica Elizabeth II e a monarquia

"God Save The Queen", que foi proibido no Reino Unidos em 1977, marcou o punk-rock mundial

Wallacy Ferrari Publicado em 04/05/2022, às 15h19 - Atualizado em 08/05/2022, às 08h00

Arte da capa de 'God Save The Queen'
Arte da capa de 'God Save The Queen' - Divulgação / A&M

A lendária banda punk britânica Sex Pistols revelou que, pouco antes da celebração dos 70 anos de reinado de Elizabeth II no Reino Unido, lançará a reedição do clássico single “God Save The Queen”. Através de cópias limitadas, a faixa será impressa em vinil, assim como em 1977.

O anúncio da banda, feito na última terça-feira, 3, esclareceu que serão produzidas 1.977 cópias, tendo a canção “No Feeling” no lado B da impressão. O número apertado contrasta com a primeira vendagem, que atingiu o segundo lugar nas paradas de mais vendidos no Reino Unido nas semanas seguintes ao lançamento.

Por outro lado, a busca pelo disco original se tornou mais rara devido não apenas a canção que o compõe, mas o plano de fundo histórico do single, que teve 25 mil cópias destruídas pela antiga gravadora do conjunto, a A&M, temendo represálias na época pelo teor protestante das músicas, confrontando a monarquia britânica.

Tal fator foi relembrado pela banda ao divulgar a reedição no perfil oficial do Twitter:  "Um dos discos de vinil mais procurados da história volta às prateleiras", afirmou.

Polêmica real

A faixa-título do single, lançado em 27 de maio de 1977, tinha o mesmo título do hino britânico, “God Save The Queen” (“Deus Salve a Rainha”, em tradução livre). No entanto, ao contrário da canção tocada em eventos reais, a composição do conjunto de Sid Vicious escarnecia a monarquia, chegando a ser proibida de tocar nas redes de rádio e televisão pública.

Na época do lançamento, Elizabeth II celebrava o jubileu de prata ao completar 25 anos com a coroa — mas na letra da canção, era classificada como alguém que “não é um ser humano”, além de comparar a monarquia regente com um "regime fascista". Sua repercussão não apenas movimentou debates, como é um marco histórico do punk-rock protestante para as grandes massas.