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“Sim, estamos falhando”, diz membro do escalão da saúde pública, sobre postura dos EUA em meio à pandemia

A preocupação é ainda maior após o aumento de casos da variante Delta e a recusa da vacina por parte da população

Penélope Coelho Publicado em 09/08/2021, às 09h18

Imagem meramente ilustrativa de uma mulher usando máscara
Imagem meramente ilustrativa de uma mulher usando máscara - Getty Images

De acordo com informações da agência de notícias AFP, publicadas pelo UOL, no último domingo, 8, o diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), Francis Collins, deu uma entrevista para o programa This Week da ABC e falou sobre a atual postura dos EUA em meio ao aumento de casos do novo coronavírus.

Para o funcionário do alto escalão da saúde pública, o país está fracassando na luta contra a Covid-19. Sabe-se que atualmente a variante Delta, uma cepa do vírus altamente transmissível, fez com que o número de casos no país voltasse a crescer, deixando os EUA em uma situação de alerta em meio à pandemia.

Os hospitais estadunidenses voltaram a ficar sobrecarregados e os jovens estão sendo cada vez mais afetados pelo vírus.

“Nunca deveríamos ter chegado onde estamos [...] Sim, estamos falhando”, afirmou Francis. Para o diretor da NIH, a problemática está relacionada à estagnação da vacinação, já que muitos se recusam a receber o imunizante.

“Esta não é uma declaração política, nem uma violação da sua liberdade. Trata-se de um dispositivo médico que salva vidas”, afirmou Collins sobre a vacina.

O diretor continuou: "Não estaríamos onde estamos com este aumento da Delta se tivéssemos sido mais eficazes na vacinação de todos [...] Agora estamos pagando um preço terrível”, finalizou.


Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, desde o início da pandemia os Estados Unidos registrma 35,8 milhões de casos de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 617 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.