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Singapura interrompe execução devido ao baixo QI do criminoso

Nagaenthram Darmalingan foi preso em 2009 por tentar entrar com drogas no país e acabou sendo condenado à morte

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 08/11/2021, às 19h00

Paisagem da ilha de Singapura
Paisagem da ilha de Singapura - Wikimedia Commons / Photo by CEphoto, Uwe Aranas

A ilha de Singapura tem uma das legislações mais rígidas do mundo em relação ao consumo e venda de drogas, podendo levar à pena de morte em caso de intoxicação ou de estar carregando substâncias ilícitas ao entrar na nação insular.

Foi isso que aconteceu com Nagaenthram Darmalingan, malasiano que foi pego tentando levar cerca de 40 gramas de heroína para dentro de Singapura em 2009, quando ele tinha apenas 21 anos. 

O homem, então, seria enforcado nesta quarta-feira, 10. Após inúmeros protestos ao longo dos anos, contudo, um tribunal do país-ilha suspendeu a pena.

Sob o apontamento de que Darmalingan teria um baixo QI e não tinha total noção de suas ações ou das consequências delas no momento do crime, a morte do malasiano iria contra as leis internacionais de direitos humanos, que proíbem a execução de uma pessoa com distúrbios mentais.

O caso de Nagaenthram em Singapura recebeu atenção internacional das causas dos direitos humanos, inclusive do bilionário britânico Richard Branson, que mantém-se vocal sobre sua posição contrária em relação à pena de morte. 

O julgamento de suspensão ainda não é final e pode ser alterado para condenar o malasiano de novo ou perdoá-lo, que é a solicitação da comunidade global.