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Notícias / Brasil

Sítio arqueológico ligado a quilombolas é encontrado em obra do Metrô de SP

O importante achado foi localizado a 3 metros de profundidade do local que abrigava a antiga quadra da Vai-Vai

Wallacy Ferrari Publicado em 16/06/2022, às 19h12

Imagem aérea da obra do Metrô - Divulgação / YouTube / TV Globo
Imagem aérea da obra do Metrô - Divulgação / YouTube / TV Globo

Durante as escavações das obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, funcionários da concessionária Acciona, responsável pelas obras, se depararam com um impressionante sítio arqueológico no centro da capital paulista, escondido sob as toneladas de concreto do terreno antigamente ocupado pela escola de samba Vai-Vai, no bairro do Bixiga.

O local era uma quadra conhecida no centro da cidade por abrigar eventos, mas foi deixada pela organização em setembro de 2021, pouco antes da Prefeitura ceder um terreno de 3 mil m² na Marginal Tietê para abrigar as atividades carnavalescas durante as obras. Contudo, a nova descoberta requer uma atenção especial de arqueólogos, podendo interromper as obras para uma análise mais cuidadosa.

De acordo com a TV Globo, há uma relação histórica da região com as descobertas, visto que, até o início do século 19, era ocupada por descendentes de povos escravizados. Com isso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já realizou um projeto de salvamento e resgate dos itens do local.

O que foi encontrado?

As evidências materiais estavam enterradas há cerca de três metros de profundidade, mas não foram detalhadas, visto que ainda requerem uma remoção meticulosa para que os itens não sejam danificados ou que atinjam pontos primordiais de estruturas das construções ao redor.

Entrevistada pelo SPTV, a jornalista e moradora da região Luciana Araújo, enalteceu a descoberta: "É fundamental o registro desse sítio no Instituto do Patrimônio Histórico Nacional para que ele fique registrado como uma propriedade quilombola de fato, porque isso é um patrimônio constitucional de todas as gerações, não só de quem viveu naquele local à época do quilombo. Trata-se de um patrimônio da população negra, dos nossos descendentes, é parte da história do Brasil."