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Situação do Brasil tornou-se motivo de alarme para ONU

A lei antiterror que será discutida na Câmara dos Deputados é um dos eventos que colocou nosso país no radar do órgão internacional

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/09/2021, às 14h29

Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, durante pronunciamento em 2017
Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, durante pronunciamento em 2017 - Getty Images

A comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, fez um discurso nesta segunda-feira, 13, em que mencionou estar preocupada em relação ao Brasil, segundo repercutido pelo R7.

A fala da médica e política chilena ocorreu durante a abertura da Comissão de Direitos Humanos, e abordou, por exemplo, o Projeto de Lei 1595/19, que está para ser discutido na Câmara dos Deputados. 

Esta proposta diz respeito à ações de prevenção ao terrorismo, todavia, Bachelet acredita que a medida parte de premissas "excessivamente vagas e amplas", o que poderia dar abertura para abuso de autoridade. 

Neste cenário, a lei antiterror poderia ser usada para reprimir ativistas pertencentes movimentos sociais, membros de sindicatos em greve, defensores dos direitos humanos e outros. 

Outro motivo de preocupação, para Michelle, é a violência sofrida pelos indígenas do país: 

"Estou alarmada com os recentes ataques contra membros dos povos Yanomami e Munduruku por garimpeiros ilegais na Amazônia", afirmou ela, ainda conforme o R7.

Um detalhe relevante é que essas afirmações estão sendo feitas no mesmo contexto em que Jair Bolsonaro se prepara para sair em viagem à Nova York, onde irá fazer um pronunciamento na ONU, o que ocorrerá no próximo dia 21. 

Outras nações que têm sido observadas com apreensão pelas Nações Unidas são China, Venezuela, Ucrânia, Haiti, Guatemala, Honduras, Myanmar, Níger e Filipinas, para dar alguns exemplos.