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Arqueólogos afirmam ter descoberto o que destruiu Sodoma e Gomorra

Narrativa bíblica fala de uma chuva de fogo dos céus como punição divina

sexta 23 novembro, 2018
A Destruição de Sodoma e Gomorra, John Martin, 1832
A Destruição de Sodoma e Gomorra, John Martin, 1832 Foto:Wikimedia Commons

O arqueólogo e pesquisador bíblico da universidade Trinity Southwest Phillip Silvia revelou que escavações feitas na região de Ghor (Vale do Jordão, Jordânia) demonstram que a área, habitada por pelo menos 2 500 anos, sofreu um brutal colapso populacional no final da Idade do Bronze.

A pesquisa revelou que mais de 120 sítios arqueológicos da região parecem ter sido expostos a uma explosão. “Agora, estamos desenterrando o maior sítio arqueológico da Idade do Bronze na região, provavelmente o local da própria Sodoma bíblica”, afirma.

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Segundo o estudo, há 3 700 anos, um enorme meteorito superaquecido explodiu no céu, sobre uma planície circular de 25 quilômetros de largura ao nordeste do Mar Morto. Para o arqueólogo, esse pode ter sido o fim de Sodoma e Gomorra, cidades que, de acordo com a Bíblia, ficavam na região e teriam sido destruídas como punição divina.

Ou ao menos é a inspiração para a narrativa bíblica, escrita muitos séculos depois, e mencionada também em fontes acadianas e gregas. Compare com a passagem em Gênesis, 19:24:

Então o Senhor fez chover enxofre e fogo do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; E destruiu aquelas cidades, toda aquela campina, todos os moradores daquelas cidades e o que nascia da terra.

Voltando à história, a onda de choque causada pela explosão provavelmente forçou um tsunami que inundou de água salgada o que antes era uma terra fértil. Assim, as pessoas que sobreviveram foram obrigadas a abandonar a área, que permaneceu desabitada por 700 anos.

Não há consenso entre historiadores se as cidades de Sodoma e Gomorra existiram. Não há menção a elas fora da Bíblia. Mas o Monte Sodoma continua lá até hoje e outra cidade citada no Gênesis, Zoar, citada como poupada por Deus da aniquilação e para onde Ló teria fugido, foi identificada e sobreviveu até bem depois do período cristão.

No Gênesis, Sodoma e Gomorra são punidas por Deus por seu “grave pecado”, após seus habitantes exigirem do profeta Ló que deixasse que “conhecessem” (carnalmente) dois anjos por ele enviados e, diante da recusa, os ameaçarem com violência. É uma passagem usada para justificar a perseguição a homossexuais, e “sodomita” foi um termo pejorativo para homossexuais usado pela História. Não é a única interpretação: outros teólogos defendem que crime foi a falta de hospitalidade com os representantes divinos.

Letícia Yazbek


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