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Encontrada carta perdida de um soldado da Primeira Guerra para a mãe

Encontrada dentro de um antigo livro, a correspondência de um militar ferido de 21 anos descreve a experiência do combatente durante o conflito

quinta 29 novembro, 2018
Representação de um soldado da Primeira Guerra
Representação de um soldado da Primeira Guerra Foto:Getty Images

Enquanto vasculhava um armário de sua residência, o advogado americano Mark Fatla, morador da cidade americana de Pittsburgh, na Pensilvânia, fez uma descoberta surpreendente. Uma carta escondida num velho livro evidenciou o diálogo entre um soldado e sua mãe durante a Primeira Guerra Mundial.

A carta Reprodução/Mark Fatla

Logo após o fim do conflito, George S. Caldwell, aos 21 anos, escreveu à sua mãe enquanto se recuperava de ferimentos na França. Caldwell, que morava na Pensilvânia, afirmou que estava bem, apesar de ter sido baleado três vezes. Os tiros acertaram o seu pulso e as suas pernas. O combatente esperava que estivesse em casa até o seu aniversário.

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“Estamos com saúde e comendo bem", relatou George. “Você perguntou se eu estava ferido no braço. Bem, sim, eu estava ferido no braço - no pulso direito - acabei levando 12 pontos para conter a ferida. Eu fui exposto a um pouco de gás, mas nada que pudesse me machucar. Também tive minhas pernas atingidas por uma metralhadora.”

O soldado e outros 28.000 combatentes faziam parte da 1ª Divisão de Infantaria do Exército, enviada para a França em junho de 1917, após atuar nas fronteiras dos Texas, nos Estados Unidos. Caldwell teve um desempenho notável durante a guerra, chegando a receber medalhas, como a grandiosa Croix de Guerre (“Cruz de Guerra”).

Ele contou que por ter a medalha da Cruz de Guerra, tinha "acesso livre a todos os lugares divertidos." E também descreveu as viagens pela França.

"Bem, mãe, esta grande guerra acabou agora e alguns dos meninos começaram voltar para casa", explicou. "Acredite em mim, espero estar em um desses barcos em breve."

Mark também encontrou uma carta mais antiga, enviada por Caldwell ao seu irmão. O combatente informou que esteve na França por 16 meses e que estava se familiarizando com o idioma. "Acredite, garoto, aprendi a gostar de casa e ficarei feliz em ficar lá quando voltar."

O livro que permitiu a descoberta Reprodução/Mark Fatla

De acordo com um obituário fornecido por Gail Waite, do museu da História Regional de McKeesport, ao retornar para a Pensilvânia, George teve uma mulher e um filho. Acabaria morrendo em 1961, aos 63 anos. O dono do livro informou que pretende enviar a carta para o centro de História e Patrimônio Regional de McKeesport ou algum outro museu.

Thiago Lincolins


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