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Soldado do exército norte-americano é acusado de colaborar com ataque terrorista contra própria base

O combatente transmitiu informações confidenciais para um grupo de supremacia branco

Penélope Coelho Publicado em 23/06/2020, às 14h06

Imagem ilustrativa de um soldado em campo
Imagem ilustrativa de um soldado em campo - Pixabay

Um soldado chamado Ethan Melzer, de 22 anos, agora tem seu nome conhecido como um inimigo interno dos Estados Unidos. O homem, que atualmente está preso, foi acusado de passar informações consideradas confidencias para um grupo que o departamento de justiça dos EUA chama de: extremista, violento, nazista e racialmente motivado.

O grupo estava planejando um ataque terrorista contra a base do exército norte-americano, localizado na Turquia. A investigação levou a conclusão de que Ethan passou a localização da rota, da base e das armas do exército para o grupo extremista conhecido como Ordem dos Nove Ângulos, ou O9A.

Movido pela violência e preconceito, os homens tinham o objetivo de atacar a base estadunidense iniciando uma nova guerra no Oriente Médio: “Como alegado, Melzer foi motivado pelo racismo e pelo ódio enquanto tentava realizar esse último ato de traição.", afirmou a advogada interina dos Estados Unidos, Audrey Strauss, em comunicado.

Ethan se comunicava com o O9A, por meio de mensagens criptografadas. Ao FBI, o homem confessou a traição e afirmou que sabia que provavelmente iria morrer em decorrência do ataque “Eu teria morrido com sucesso”, escreveu Melzer em uma das mensagens.

O ex-soldado agora enfrenta as acusações de conspiração para o assassinato de nacionais dos EUA, membros do serviço militar e também por ter enviado material confidencial para terroristas, além de colaborar para o assassinato em massa num país estrangeiro. É possível que Melzer seja condenado à prisão perpétua.