Notícias » Ucrânia

Soldado russo vai a primeiro julgamento ucraniano por crimes de guerra

Comandante é acusado pelo assassinato premeditado de um civil desarmado

Redação Publicado em 13/05/2022, às 11h54

O soldado russo Vadim Shysimarin
O soldado russo Vadim Shysimarin - Divulgação/Vídeo/The Guardian

Um soldado russo compareceu ao primeiro julgamento por crimes de guerra na Ucrânia desde a invasão de Vladimir Putin para responder às acusações de assassinato premeditado de um civil desarmado de 62 anos, que andava em uma bicicleta.

Como reportou o jornal britânico The Guardian, Vadim Shysimarin, comandante da divisão de tanques Kantemirovskaya, está sob custódia ucraniana e esteve presente em uma audiência preliminar, cujo caso deve ser retomado na próxima quarta-feira, 18.

A vítima não foi identificada. Segundo o advogado do militar, o cliente confessou o crime, mas não definiu se deve se declarar culpado do assassinato que teria acontecido em 28 de fevereiro na vila de Chupakhivka, enquanto lutava na região de Sumy, nordeste do país.

Shysimarin, de 21 anos, foi auxiliado por um intérprete russo na audiência e disse que entendia as acusações contra ele. Ele também é acusado de atirar em um carro após seu comboio de veículos militares ser atingido por tropas inimigas.

Depois disso, enquanto dirigia, teria matado o homem a tiros com um fuzil AK-74. O civil estava de bicicleta e falando ao telefone. As ordens foram de “matar um civil para que ele não denunciá-los aos defensores ucranianos”, em um crime ocorrido a “dezenas de metros” da casa da vítima.

Além dele, outros dois soldados devem ser convocados para uma primeira audiência com acusações de uso de lançador de foguetes múltiplo de 122 mm utilizado a partir de um caminhão soviético para atingir casas e edifícios civis na vila de Kozacha Lopan, no distrito de Kharkiv, além de uma “instituição educacional” na cidade de Dergachiv de Belgorod, na Rússia.

Um quarto militar, Mikhail Romanov, deve ser julgado sob acusação de ter invadido uma casa em um vilarejo na região de Brovarsky em março, matar um homem e estuprar sua esposa, ao mesmo tempo que “ameaçava a ela e a criança com violência e armas”.