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"Sombra do comunismo": Em pronunciamento, Bolsonaro cita o golpe de 64

Segundo o presidente, que também mencionou Deus, o "sangue dos brasileiros sempre foi derramado por liberdade"

Redação Publicado em 07/09/2020, às 20h53

Jair Bolsonaro em coletiva
Jair Bolsonaro em coletiva - Getty Images

Durante um pronunciamento hoje, 7, o presidente Jair Bolsonaro mencionou ao golpe militar de 1964. No dia em que o país relembra os 198 anos da Independência, Bolsonaro afirmou que o país esteve na “sombra do comunismo”. 

Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada — disse Bolsonaro, no pronunciamento de menos de três minutos.”

Segundo o atual presidente do Brasil, a data histórica destaca que o Brasil “nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação e que os brasileiros jamais abririam mão da sua liberdade".

O pronunciamento, que durou menos de três minutos, causou polêmica nas redes sociais. No Twitter, a hashtag ForaBolsonaro já ocupa os principais assuntos do momento com mais de nove mil Tweets. 

Confira o discurso completo abaixo.

"Boa noite. Naquele histórico 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, o Brasil dizia ao mundo que nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação e que os brasileiros jamais abririam mão da sua liberdade. A identidade nacional começou a ser desenhada com a miscigenação entre índios, brancos e negros. Posteriormente, ondas de imigrantes se sucedBoa noite.

Naquele histórico 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, o Brasil dizia ao mundo que nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação e que os brasileiros jamais abririam mão da sua liberdade. A identidade nacional começou a ser desenhada com a miscigenação entre índios, brancos e negros. Posteriormente, ondas de imigrantes se sucederam, trazendo esperanças que em suas terras haviam perdido. Religiões, crenças, comportamentos e visões eram assimilados e respeitados. O Brasil desenvolveu o senso de tolerância, os diferentes tornavam-se iguais.

O legado dessa mistura é um conjunto de preciosidades culturais, étnicas e religiosas, que foram integradas aos costumes nacionais e orgulhosamente assumidas como brasileiras. Passados quase dois séculos da Independência, nos quais enfrentou e superou inúmeros desafios, o Brasil consolidou sua posição no concerto das nações. Ainda no século XIX, durante o período do Império, fomos invadidos e agredidos, derrotando a todos.

Já no século XX, durante a II Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira foi à Europa para ajudar o mundo a derrotar o nazismo e o fascismo. Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. O sangue dos brasileiros sempre foi derramado por liberdade. Vencemos ontem, estamos vencendo hoje e venceremos sempre. No momento em que celebramos essa data tão especial, reitero, como Presidente da República, meu amor à Pátria e meu compromisso com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade, valores dos quais nosso País jamais abrirá mão.

A Independência do Brasil merece ser comemorada hoje, nos nossos lares e em nossos corações. A Independência nos deu a liberdade para decidir nossos destinos e a usamos para escolher a democracia. Formamos um povo que acredita poder fazer melhor.

Somos uma Nação temente a Deus, que respeita a família e que ama a sua Pátria.

Orgulho de ser brasileiro.

Presidente Jair Bolsonaro".