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Sonda chinesa pousa com sucesso na lua para coletar amostras

As amostras deverão ser coletadas em um dia lunar ou o equivalente a cerca de 14 dias na Terra

Giovanna Gomes Publicado em 02/12/2020, às 09h47

Ilustração artística da sonda chinesa
Ilustração artística da sonda chinesa - Divulgação / CNSA / NASA

A sonda chinesa Chang'e-5 conseguiu pousar com êxito na Lua na última terça-feira, 1. O objetivo da nave é coletar amostras do solo lunar para ajudar os cientistas a estudarem as origens da Lua, bem como sua formação e a atividade vulcânica em sua superfície.

De acordo com a agência estatal de notícias Xinhua, a sonda, que foi lançada da província de Hainan na semana passada, entrou na órbita lunar no sábado, após 112 horas de viagem.

Se tiver sucesso, a China será o terceiro país a extrair amostras do satélite natural da Terra, depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética, nas décadas de 1960 e 1970. 

Serão coletados dois quilos de material de uma zona inexplorada da superfície lunar conhecida como Oceanus Procellarum (Oceano das Tempestades) que, segundo a revista Nature, se trata de uma planície de lava. 

De acordo com a Nasa, as amostras, que deverão ser coletadas em um dia lunar, ou o equivalente a cerca de 14 dias na em nosso planeta, serão enviadas à Terra em uma cápsula. Esta deverá aterrissar na região chinesa da Mongólia Interior no início ou no meio do mês de dezembro.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu.

Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles).

A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição.

Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.