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'Sou imorrível, imbrochável e incomível', diz Bolsonaro aos seus apoiadores

Nesta segunda-feira, 17, o presidente também voltou a criticar a quarentena, dizendo que quem continua em casa é "idiota"

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 17/05/2021, às 18h30 - Atualizado às 20h03

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil - Wikimedia Commons

Nesta manhã de segunda-feira, 17, o presidente Jair Bolsonaro teve um encontro com seus apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, aproveitando a ocasião para responder algumas perguntas das pessoas presentes.

Após ser questionado sobre sua saúde, o chefe de estado respondeu: “Fica tranquilo, já falei que sou imorrível, imbroxável e também sou incomível”, afirmou, arrancando risadas do grupo ao seu redor. A informação foi repercutida pelo UOL. 

Bolsonaro já havia se definido com um desses termos no último sábado, 15, quando compareceu a uma manifestação e disse que acontecia uma guerra ideológica no país onde ele “levava porrada 24h por dia”, mas mesmo assim permanecia “imbroxável”. 

Nesta manhã, o presidente ainda fez novas críticas à quarentena enquanto falava do agronegócio no Brasil: “O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí que ficam em casa até hoje. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara, esse idiota, teria morrido de fome. E daí ficam reclamando de tudo. Quem tem salário fixo ou uma gorda aposentadoria, pode ficar em casa a vida toda, sem problema nenhum”.  

Vale lembrar que, atualmente, medidas como o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são fundamentais na prevenção de novas infecções pelos vírus, e, consequentemente, de mais mortes causadas pela doença.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, o Brasil registra 15,6 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 436 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 163 milhões de pessoas no mundo, totalizando mais de 3,38 milhões de mortes, com o Brasil estando atualmente no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.