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Notícias / Envenenamento

Supeita de envenenar enteada é denunciada pela PF no Rio de Janeiro

Junto da tentativa de homicídio de outro enteado, sentença pode totalizar mais de 20 anos

Redação Publicado em 08/07/2022, às 11h46

Mulher denunciada pela morte por envenenamento de enteada - Divulgação/ Youtube Canal O POVO Oline
Mulher denunciada pela morte por envenenamento de enteada - Divulgação/ Youtube Canal O POVO Oline

Sob suspeita de envenenar a enteada FernandaCarvalho, 22 anos, e tentativa de homicídio de outro enteado, Bruno Cabral, 16, a carioca  Cíntia Mariano Dias Cabral foi oficialmente denunciada pela Polícia Federal, na quinta-feira, 7.

Conforme a apuração do jornal Folha de São Paulo, o resultado da exumação do corpo de Fernanda foi divulgado na segunda-feira, 4. No laudo é apontado a presença de chumbinho.

Cíntia está presa desde maio e o seu advogado, Carlos Augusto Santos, disse que vai avaliar todos os laudos, afirmando haver um "malabarismo pericial" na investigação.

 "A defesa entende que houve um malabarismo da perícia para comprovar o crime. Os primeiros laudos dos médicos disseram que não havia intoxicação. Como isso pode ser comprovado agora? A polícia não pode pegar um prontuário e dar um palpite. Mesmo com a exumação, nós vamos avaliar", declarou para o jornal.

Prisão e possível sentença

Para o delegado do caso, Flávio Rodrigues, a mulher possui um perfil ciumento, chegando a forjar uma tentativa de suicídio antes de ser detida.

Ela tentou esconder provas do envenenamento fazendo pesquisas sobre como apagar mensagens no aplicativo WhatsApp. Essa evidência, confirmaria o depoimento do filho da suspeita, Lucas, na visão do oficial da lei.

"Ela foi ao hospital depois de ter dado depoimento, com suspeita de intoxicação. Mas os exames não atestaram nenhuma substância e ela foi liberada em menos de 24 horas. O que seria impossível se ela estivesse realmente com alguma substância", declarou Flávio durante apuração da PF.

A carioca pode pegar pelo menos 20 anos de prisão, caso seja sentenciada por homicídio consumado e tentativa de homicídio.

A investigação durou dois meses e considerou depoimentos, provas técnicas com exames médicos e os laudos, além da análise do telefone celular.