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Suposto artefato nigeriano recuperado no México é uma farsa

Especialistas analisaram o artefato que chamou a atenção da mídia, e descobriu, na verdade, que se trata de uma cópia fajuta

Caio Tortamano Publicado em 03/03/2020, às 14h45

Suposto artefato apreendido no México
Suposto artefato apreendido no México - National Institute of Anthropology and History

Uma escultura secular que pertencia a cidade de Ifé, na Nigéria, foi apreendida em um aeroporto mexicano. A peça de bronze teria sido contrabandeada por um criminoso não identificado. Porém, especialistas agora dizem que o item, na realidade, seria um objeto falso.

Na realidade, era simplesmente uma réplica fajuta. De acordo com Julien Volper, curador do Museu Real para a América Central em Tervuren, na Bélgica, trata-se de “uma cópia da pior qualidade”, e que a ação precipitada do governo mexicano era uma ofensa à cultura nigeriana.

O vexame diplomático é um exemplo da corrida desenfreada que alguns países estão participando com o objetivo de restituir objetos para países explorados no passado. Tamanho foi o papelão do governo mexicano que as autoridades não responderam a um pedido de resposta do jornal especializado The Art Newspaper’s, para comentar o ocorrido.

De acordo com dados da UNESCO de 2007, de 90 a 95% dos artefatos culturais da África subsaariana estão fora do continente, e ocupam os museus da Europa e da América do Norte. Museus da Alemanha e da Holanda pretendem devolver os artefatos retirados dos africanos durante o período colonial.