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Notícias / Estados Unidos

Suspeito de massacre em desfile de 4 de Julho possuía histórico com a polícia

Robert Crimo já havia sido considerado perigoso anteriormente, segundo investigação

Ingredi Brunato, sob supervisão de Isabela Barreiros Publicado em 06/07/2022, às 11h46

Suspeito de matar 6 pessoas durante o desfile do Dia da Independência dos EUA - Divulgação/ Polícia Highland Park e Getty Images
Suspeito de matar 6 pessoas durante o desfile do Dia da Independência dos EUA - Divulgação/ Polícia Highland Park e Getty Images

Na última segunda-feira, 4, os Estados Unidos comemoraram seu Dia da Independência com apresentações de fogos de artifício e desfiles em todo o país. A data comemorativa, contudo, foi manchada de sangue por um tiroteio no estado norte-americano de Illinois, que deixou um saldo de 7 mortos e 39 feridos. 

Robert Crimo, um rapper de 21 anos, foi detido como suspeito pelo crime. Segundo descrito pelas autoridades, ele teria se escondido no telhado de um prédio, disparado cerca de 70 balas fazendo uso de um rifle semiautomático, e escapado da construção vestido com roupas femininas para se disfarçar. 

O jovem teve seu veículo parado por oficiais horas após o episódio, onde foram encontrados dois rifles. Em sua residência, haviam ainda outras três armas de fogo.

O porte desses objetos por Crimo é atualmente alvo de questionamento na investigação de seu caso, conforme apurado pela CNN, uma vez que o estadunidense teria adquirido essas armas através de métodos legais, ainda que possuísse um histórico com a polícia

Passado problemático 

Em 2019, Robert foi visitado por autoridades em duas ocasiões diferentes. Na primeira delas, havia realizado uma tentativa de suicídio, o que o levou a receber assistência psiquiátrica. Já na segunda, teria ameaçado "matar todo mundo", o que foi denunciado por um membro de sua família. 

No período, o norte-americano, que ainda era um adolescente, teve sua coleção de facas apreendida e devolvida no mesmo dia após seu pai afirmar que, na verdade, as lâminas pertenciam a ele. 

O parente de Crimo responsável pela denúncia acabou não prestando queixa, mas o jovem se tornou alvo de um relatório por parte do departamento de polícia de sua cidade. O documento concluía que o rapaz apresentava um "perigo real e imediato". 

Ainda assim, foi após esses encontros com as autoridades que o estadunidense comprou seus revólveres e rifles, o que levanta dúvidas a respeito da eficiência da fiscalização do governo local em relação a quem recebe ou não licença para ser um proprietário de armas de fogo.