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Suu Kyi, dirigente deposta do Mianmar, é formalmente acusada

Um movimento de resistência, aos poucos, vem se fortalecendo

Giovanna Gomes Publicado em 04/02/2021, às 09h43

Aung San Suu Kyi
Aung San Suu Kyi - Wikimedia Commons

Aung San Suu Kyi, dirigente do Mianmar deposta pelo exército na última segunda-feira, 1, foi acusada formalmente na última quarta-feira, 3.

Com o golpe, a líder e demais políticos da Liga Nacional para a Democracia (LND) foram presos, além de que foi declarado estado de emergência, o qual deverá persistir por um ano. As informações foram repercutidas pelo UOL.

As autoridades pediram a prisão provisória de Suu Kyi até o dia 15 de fevereiro, de acordo com um porta-voz do LND. Agora oficialmente, a política é acusada de ter violado uma lei comercial.

Já o presidente deposto Win Myint foi indiciado por ter violado a lei acerca da atuação em casos de desastres naturais.

Os primeiros sinais de resistência por parte da população civil começam a surgir aos poucos. Até mesmo profissionais da saúde decidiram protestar contra o golpe de Estado, utilizando fitas vermelhas e declarando que somente atenderiam pessoas em caso de emergência.

Além disso, um grupo no Facebook chamado Movimento de Desobediência Civil, que já consta com mais de 150 mil membros, também foi criado.

Na noite de quarta, a plataforma chegou a cobrar que as autoridades restabelecessem a conexão para alguns usuários que estariam impedidos de acessar a rede. Houve ainda panelaços na cidade de Yangon, ocasião na qual puderam ser ouvidos gritos como "Viva a Mãe Suu".