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Suzane Von Richthofen não receberá dinheiro pelos filmes do caso

Ao contrário do que muitos replicam, a condenada não teve nenhum envolvimento na produção do filme

Fabio Previdelli Publicado em 29/03/2021, às 15h08

Suzane von Richthofen é interpretada por Carla Dias, e Daniel Cravinhos é interpretado por Leonardo Bittencourt
Suzane von Richthofen é interpretada por Carla Dias, e Daniel Cravinhos é interpretado por Leonardo Bittencourt - Divulgação

Uma das estreias mais aguardadas do cinema nacional para este ano são os dois filmes que contarão perspectivas diferentes do caso von Richthofen: “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”. 

No último sábado, 28, o site Aventuras na História publicou uma entrevista com Maurício Eça, que é diretor dos filmes. De imediato, muitos dos comentários mostravam duas indignações recorrentes.

Isso porque muitos acreditam que os criminosos envolvidos no caso receberiam dinheiro pelas obras e que as produções contavam com o apoio da Lei Rouanet. Contudo, as informações não são verdadeiras. 

Apesar de toda a grandiosidade envolvendo o projeto, os longas, ainda assim, continuam sendo alvos de dúvidas, o que levou, inclusive, a Santa Rita e a Galeria Distribuidora a publicarem uma nota esclarecendo alguns desses pontos em 2020.   

No texto, foi explicado que, ao contrário do que muitos comentam nas redes sociais, nem os Cravinhos ou até mesmo Suzane estão envolvidos na produção, além do mais, eles também não receberão algo por conta de que suas histórias foram retratadas em um filme. "Eles não estão envolvidos e tampouco têm contato com atores, produtor, diretor ou equipe", explicou um trecho da nota.  

"Como é um caso público e a produção só se baseia nos autos do processo, sem conexão com os envolvidos, não haverá qualquer tipo de pagamento [aos envolvidos no crime]", completa o comunicado.  

Além disso, os filmes não foram produzidos por meio de recursos públicos (como a Lei Rouanet, fundo setorial e outros meios). "Estes filmes são produzidos 100% com investimento privado, sem verba pública”, explica um trecho do comunicado.   

Dois filmes, um crime brutal: Diretor revela detalhes de longas sobre o caso Von Richtofen 

“A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, ambos com previsão de estreia para o segundo trimestre de 2021 (adiado por conta do coronavírus), foram dirigidos pelo renomado diretor Maurício Eça, que conversou com o site Aventuras na História com exclusividade. 

A princípio, Maurício enfatiza a satisfação que foi realizar o projeto, num período que levou 33 dias no total. “Foi uma experiência incrível dirigir dois filmes, dois pontos de vista e dois olhares sob uma mesma história. E para mim o mais desafiador foi ter realizado os dois filmes simultaneamente”, afirma o cineasta. 

Eça também explica que antes mesmo de pensar em fazer os filmes, já se interessava pelo trabalho de Ilana Casoy, que atuou como roteirista das produções, mas que já tinha escrito a aclamada obra ‘Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni: Abra os arquivos policiais’. O diretor diz ter sido “uma honra” contar com a participação da autora no projeto.

Leia a entrevista completa aqui