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Taiwan: Canal televisivo se desculpa após anunciar ataque chinês por acidente

Um erro interno da emissora fez com que manchetes falsas fossem ao ar

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/04/2022, às 11h27

Imagem meramente ilustrativa da bandeira de Taiwan
Imagem meramente ilustrativa da bandeira de Taiwan - Divulgação/ Freepik/ natanaelginting

Em Taiwan, a CTS, uma emissora de televisão local, gerou desespero entre a população nesta quarta-feira, 20, após divulgar uma série de ataques que o exército chinês teria iniciado contra a ilha.

As preocupantes notícias, no entanto, foram fruto de um engano por parte de funcionários da rede, segundo esclarecido posteriormente pelo veículo: 

A CTS apresenta sinceras desculpas por este grave erro, que espalhou pânico entre o público e provocou problemas às unidades afetadas", comunicou a emissora, segundo repercutido pelo The Guardian. 

As manchetes falsas haviam sido criadas como parte de um exercício anual do corpo de bombeiros do país. O canal televisivo estava simplesmente colaborando com uma simulação que tinha por objetivo testar a reação dos profissionais no caso de um desastre. 

Devido a uma "configuração errada da equipe de produção", contudo, toda a Taiwan teve acesso ao alerta, que dizia: “A cidade de Nova Taipei foi atingida por mísseis comunistas, o porto de Taipei explodiu, instalações e navios foram danificados e destruídos”. 

Em seu comunicado posterior, a CTS garantiu que os responsáveis pelo engano seriam demitidos. 

O corpo de bombeiros da cidade de Nova Taipei também comentou o episódio. “O exercício inclui uma cena de terremoto, tsunami, colapso e explosão de uma ponte. Este ano, nosso chefe disse que também incluiremos o cenário de guerra no exercício… É a primeira vez nos últimos anos", declarou o porta-voz, ainda segundo o The Guardian. 

Vale mencionar aqui que Taiwan já pertenceu à China no passado, tendo se tornado independente em 1949. O temor de que a nação faça novas tentativas de retomar o controle da ilha, porém, é presente entre as autoridades taiwanesas, ainda mais em perspectiva da recente invasão da Ucrânia pela Rússia