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Talibã aprova decreto obrigando mulheres afegãs a cobrirem o rosto

A medida também prevê pena com prisão em caso de aparição pública sem o véu

Wallacy Ferrari Publicado em 07/05/2022, às 13h15

Mulheres afegãs de burca
Mulheres afegãs de burca - Getty Images

Pouco menos de um ano depois de tomar o poder no Afeganistão, o grupo fundamentalista Talibã ordenou às mulheres afegãs o uso do véu islâmico através de um decreto decidido por militantes da organização no país. É a primeira vez em décadas que o acessório responsável por cobrir o rosto feminino se torna obrigatório.

O decreto, aprovado pelo Ministério do Talibã para a Prevenção do Vício e Promoção da Virtude, ainda prevê quais são os protocolos que deverão ser tomados caso alguma mulher seja vista sem o adereço, avaliando uma política de três passos, como revelou reportagem do jornal britânico BBC.

Na primeira advertência, a casa da mulher será visitada por um membro do Talibã e o marido, irmão ou pai será notificado. Na segunda advertência, o chamado "guardião masculino" será convocado ao ministério. Já na terceira notificação, o guardião deverá ser levado à Justiça e pode ser sentenciado em até três dias de prisão.

Apesar da medida inédita em anos, algumas mulheres afegãs já aderiram há meses a burca com o hijab, que deixa apenas os olhos a mostra, e o niqab, que cobre por completo, como precaução.