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Tebas, arquiteto negro que reformou a Catedral da Sé, ganha estátua em SP

Joaquim Pinto de Oliveira nasceu escravizado em 1721, mas após sua alforria, realizou importantes obras como arquiteto no centro da cidade

Giovanna Gomes Publicado em 16/12/2020, às 07h01

A estátua é de autoria de Lumumba Afroindígena
A estátua é de autoria de Lumumba Afroindígena - Divulgação

No dia 20 de novembro, uma nova estátua chegou à praça Clóvis Bevilácqua, localizada no centro de São Paulo. O monumento homenageia o arquiteto negro Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, que realizou a reforma da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911.

A obra foi construída pelo artista Lumumba Afroindígena com participação da arquiteta Francine Moreira e é feita à base de ferro, inox e barra de concreto, além de que possui altura de 3,6 metros.

“É uma obra feita por mãos pretas, cabeças pretas, homenageando uma personalidade preta. Não vejo como não ser afrofuturista, ela abre um caminho para um novo tempo”, diz Lumumba, segundo a Casa Vogue. “Temos um equipe de 90% pessoas pretas envolvidas”.

Sobre a estética da estátua, o artista declarou: “Eu criei aquela máscara com um transferidor na frente, sobre os olhos, que simboliza, além da arquitetura, o tempo. Levou 200 anos para que fosse reconhecido”, explica o Lumumba, que seguiu uma abordagem mais conceitual devido à ausência de referências quanto à real aparência de Tebas