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Temendo polarização nas eleições, Exército brasileiro altera cronograma, diz jornal

Militares temem por onda de violência nas eleições de outubro

Redação Publicado em 06/01/2022, às 13h17

Membros do Exército caminham no Palácio da Alvorada
Membros do Exército caminham no Palácio da Alvorada - Getty Images

O Exército Brasileiro anunciou a alteração do cronograma de atividades previsto para o ano de 2022 por considerar a possibilidade de uma onda de violência durante e após as eleições de outubro.

Acontece que os 67 exercícios principais que se distribuiriam ao longo do ano foram adiantados, de modo que deverão ser encerrados até o mês de setembro. Terminados os trabalhos, o Exército deverá estar à disposição para eventuais situações. As informações são da Folha de S. Paulo.

Conforme a fonte, o tema da polarização política tem sido destaque entre as conversas do Alto-Comando do Exército, que considera preocupante uma disputa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro(PL). A justificativa dos oficiais é que episódios de violência entre os grupos opostos poderão ser observados no período.

Os chefes militares, que têm os apoiadores do atual presidente como os mais radicalizados, especulam sobre como essa parcela dos brasileiros irá reagir caso o atual presidente não seja reeleito.

A Folha explica que houve situações semelhantes no passado, mais especificamente na década de 1990. No entanto, na época, a mobilização do Exército se deu em razão da falta de verbas para manter todas as operações necessárias no momento da eleição. A alteração do cronograma por risco percebido é um fenômeno inédito no país.