Notícias » Estados Unidos

Templo destruído durante Guerra Civil na Síria é reconstruído digitalmente

Um dos templos mais importantes de todo o Oriente Médio, a construção localizada na Síria recebia cerca de 150 mil visitantes todos os anos até ser destruído em 2015

Fabio Previdelli Publicado em 26/08/2020, às 09h36

Reconstrução digital do Templo de Bel em Palmira, na Síria
Reconstrução digital do Templo de Bel em Palmira, na Síria - Universidade da Califórnia - San Diego

Cinco anos após sua destruição, o antigo Templo de Bel em Palmira, na Síria, foi reconstruído digitalmente pelo Laboratório de Mídia Digital da Biblioteca da Universidade da Califórnia em San Diego, que usou métodos de remodelagem em 3D de ponta e também contou com a ajuda da inteligência artificial.

Inspirados por um projeto anterior entre a Biblioteca e o Laboratório de Arqueologia realizado na instituição, esse novo programa resultou na preservação digital de mais de uma dúzia de relevos, esculturas, afrescos e pinturas perdidas. Todo esse material está disponível publicamente no site das Coleções Digitais da Biblioteca.

Destruído em 2015 durante a Guerra Civil na Síria, o Templo de Bel foi considerado o mais importante de todo o Oriente Médio — junto com o de Baalbek, no Líbano — e serviu como um dos exemplos mais bem preservados de arte e arquitetura antigas, atraindo mais de 150 mil turistas todos os anos.

Por meio do uso de mais de 3 mil fotografias digitais disponíveis ao público, tiradas ao longo de uma década, a biblioteca recriou com sucesso a estrutura usando uma plataforma de visualização online. "Esta nova tecnologia permitiu à Biblioteca combinar dados de imagem de muitas fontes diferentes", disse Scott McAvoy, gerente do Laboratório de Mídia Digital da Biblioteca.

"Por exemplo, uma foto de um turista polonês que visitou o local em 2010 pode ser combinada com uma foto de um turista japonês que o visitou cinco anos depois, o que permite extrair recursos 3-D. Essas imagens forneceram a base para a reconstrução deste local — sem elas, não teríamos sido capazes de embarcar ou concluir com sucesso este projeto”.