Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Personagem

“Tenho as minhas restrições”: O que Ayrton Senna já disse sobre Nelson Piquet?

Tricampeão mundial foi entrevistado pelo Roda Viva nos anos 1980 e revelou ter apenas uma coisa em comum com seu compatriota

Fabio Previdelli Publicado em 29/06/2022, às 12h09

Senna em entrevista ao Roda Viva em 1986 - Divulgação/TV Cultura/ Roda Viva
Senna em entrevista ao Roda Viva em 1986 - Divulgação/TV Cultura/ Roda Viva

Tricampeões mundiais de Fórmula 1, Ayrton Senna e Nelson Piquet são os maiores nomes brasileiros na história da categoria. Contemporâneos do asfalto, os pilotos, porém, jamais foram pessoas próximas e possuem uma série de controvérsias entre si. 

Conforme repercutido pela equipe do site do Aventuras na História, Piquet, por exemplo, já causou polêmica ao comentar sobre a sexualidade de Senna e chegou a ser processado após insinuações de que o colega de profissão era gay. 

Anos após a morte de Senna, Nelson Piquet foi entrevistado pelo programa Linha de Chegada, do SporTV. Desta vez, ele fez uma ‘piada’ ao comentar quem era melhor, ele ou Senna. “Um jornalista me pediu para ser sincero. ‘Quem era melhor: Você ou Senna”, conta. 

E eu disse: ‘Eu ainda estou vivo’”, completou em tom descontraído. O jornalista que o entrevistava respondeu: "Que crueldade".

O que Senna acha de Piquet

Porém, as declarações públicas sobre as relações entre os pilotos não aconteceram somente por parte de Piquet. Em 15 de dezembro de 1986, quando ainda não havia nem conquistado seu primeiro título mundial, Ayrton Senna foi entrevistado pelo programa Roda Vida, da TV Cultura. 

Na ocasião, Marcelo Rezende pediu para Ayrton traçar uma diferença entre o perfil dele e de Piquet. “Eu diria que, sem dúvidas, o Piquet é um excelente piloto. Já demonstrou isso várias vezes, é bicampeão do mundo”, começa. 

“Como pessoa, eu tenho as minhas restrições, porque não tenho relacionamento com ele, nunca tive, e o pouco que tive foi muito restrito. E também não foi dos melhores”, prossegue. Então Marcelo Rezende o questiona: “Por que, hein?”. 

Olha, eu diria que a gente, talvez, tenha apenas uma coisa em comum: que é ser piloto de Fórmula 1 e gostar de automobilismo. Fora isso, eu acho que nós temos ideias, criação e educação totalmente diferentes. Então a gente diverge no resto. Mas como piloto eu o respeito muito e como pessoa eu tenho as minhas restrições”, explica.