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Notícias / Aborto

Tentativa de homenagear juíza que induziu garota a desistir de aborto é marcada por confusão

Deputadas do PSOL e PL discutiram após iniciativa de homenagem á juíza que impediu o aborto por garota de 11 anos vítima de estupro

Redação Publicado em 06/07/2022, às 20h16

Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Chris Tonietto (PL-RJ) discutem na câmara - Reprodução/UOL
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Chris Tonietto (PL-RJ) discutem na câmara - Reprodução/UOL

Após induzir criança de 11 anos a desistir de aborto por gravidez resultante de estupro, a juíza Joana Ribeiro Zimmerreceberia homenagem por Moção de Aplausos e Reconhecimento, que visa prestigiar pessoas que tenham se destacado. O assunto gerou bate boca entre parlamentares do PSOL e PL na câmara nesta quarta-feira, 6.

Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Chris Tonietto (PL-RJ) discutiram após a apresentação da parlamentar conservadora do PL e Diego Garcia (Republicanos-PR) para a Moção de Aplausos e Reconhecimento em homenagem a juíza Joana Ribeiro Zimmer, que por falta quórum foi derrubada nessa quarta-feira, 6.

"Genocida e assassino é o seu governo, que a senhora apoia, que a senhora recebe verba para levar adiante, para se silenciar. Não vou respeitar uma mulher que assina embaixo o genocídio do Presidente da República", afirmou Sâmia Bomfim, segundo informações do UOL.

A juíza induziu a garota de 11 anos vítima de estupro, em audiência, a desistir do estupro, mencionando que a gravidez deveria ser continuada para que o bebê fosse colocado para adoção, além de comparar o caso com homicídio

Reação do presidente ao aborto

A garota de 11 anos conseguiu realizar o procedimento para interrupção de sua gravidez em maio. O presidente Jair Bolsonaro, resolveu se pronunciar nas redes sociais sobre o ocorrido, classificando o aborto como inadmissível.

O hospital que realizou o aborto recebeu instruções do MPF para realização  independente de autorização judicial, permitindo o procedimento nos casos autorizados por lei.

Um bebê de sete de gestação, não se discute a forma que ele foi gerado, se está amparada ou não pela lei. É inadmissível falar em tirar a vida desse ser indefeso", escreveu.