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Terapeuta ocupacional tem pena confirmada pelo TJ-SP por estupro de menores

O sujeito, que não teve a identidade revelada, teria abusado de crianças de seis, sete, nove, 11 e 12 anos

Fabio Previdelli Publicado em 24/05/2021, às 10h23

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Um terapeuta ocupacional, que não teve a identidade revelada, teve a condenação mantida por desembargadores da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.  O caso foi repercutido pelo portal de notícias UOL.

Ele é acusado de quatro estupros consumados e uma tentativa. As vítimas seriam crianças de seis, sete, nove, 11 e 12 anos. Inicialmente, sua pena foi fixada em 20 anos, oito meses e 26 dias — em regime fechado. 

O tempo de reclusão foi calculado seguindo alguns agravantes, afinal, segundo o processo, o acusado recebia as vítimas em casa e também teria abusado delas em mais de uma única oportunidade. 

O réu, segundo os autos, atendia pacientes na rede pública de saúde, incluindo crianças carentes. O acusado agia, de acordo com as investigações, da seguinte forma: ele conquistava a confiança dos pais ou responsáveis e, com o passar do tempo, conseguia a autorização dos mesmos para que as crianças frequentassem sua casa.  

Em alguns casos, os menores pernoitavam em sua residência sem o acompanhamento dos pais. Além disso, ele cativava os menores lhes oferecendo alguns presentes e deixando que elas jogassem vídeo games e coisas do tipo. Assim, construía um caminho para abusar sexualmente delas.  

O relator do processo, o desembargador Diniz Fernando, ponderou que "os fatos foram devidamente comprovados pelos firmes e categóricos depoimentos prestados pelas vítimas e por seus representantes legais, em ambas as fases da persecução, sem variações significativas', indicando que a condenação do acusado por estupro de vulnerável 'era mesmo de rigor’”. 

“[O terapeuta] "fez jus ao aumento aplicado, ao tomar como hábito cercar-se de crianças, tanto que em sua residência frequentemente as recebia, além de procurá-las no ambiente social e profissional, conduta que, ao final, comprovou-se que constituía um mero expediente para viabilizar os abusos sexuais contra vulneráveis", completou.