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Terra não será atingida pelo asteroide Apophis por pelo menos um século, aponta NASA

Novo estudo da agência espacial descartou chance de colisão nos próximos 100 anos

Alana Sousa Publicado em 28/03/2021, às 07h00

Representação do Planeta Terra
Representação do Planeta Terra - Imagem de PIRO4D por Pixabay

Um estudo publicado na última sexta-feira, 26, pela NASA, a agência espacial americana, afirma que o asteroide 99942 Apophis não irá colidir com a Terra, pelo menos por mais um século. 

Conforme divulgado pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Agência norte-americana, o asteroide Aphopis não representa um risco para as nossas vidas.

Acontece que quando descoberto, no ano de 2004, o asteroide 99942 Aphopis logo fora considerado um dos que apresentam maior risco de se chocar com a Terra, no entanto, uma análise exata feita pelo órgão pode acalmar os moradores do Planeta Água.

Um estudo focado na órbita do corpo celeste fez com que cientistas revisassem as opiniões anteriores. Isso porque era teorizado que o asteroide, de aproximadamente 34º metros, se aproximaria da Terra no ano de 2029, no entanto, a atual ameaça do fenômeno destruir o planeta é nula. Também fora revelado que não existe um risco alto de um possível impacto em 2036.

Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima da Nasa, explicou as novas conclusões: “Um impacto de 2068 não está mais no reino da possibilidade, e nossos cálculos não mostram nenhum risco de impacto por pelo menos os próximos 100 anos. Com o apoio de observações ópticas recentes e observações adicionais de radar, a incerteza na órbita do Apophis caiu de centenas de quilômetros para apenas um punhado de quilômetros quando projetada para 2029. Este conhecimento muito aprimorado de sua posição em 2029 fornece mais certeza de seu movimento futuro, então agora podemos remover Apophis da lista de risco”, disse o cientista em fala repercutida pelo site Olhar Digital.

“Esta campanha não só nos ajudou a descartar qualquer risco de impacto, mas também nos preparou para uma oportunidade científica maravilhosa”, afirmou Marina Brozovic, do Jet Propulsion Laboratory da Nasa.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.