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Notícias / Estados Unidos

Tiroteio ocorrido na Califórnia também teve motivação racista, afirma polícia

No último final de semana, o território norte-americano foi abalado por dois atentados diferentes com o ódio como elemento comum

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/05/2022, às 11h10

Igreja Presbiteriana Geneva, onde ocorreu o ataque - Getty Images
Igreja Presbiteriana Geneva, onde ocorreu o ataque - Getty Images

No sábado passado, 14, um rapaz de 18 anos matou dez e feriu três em um supermercado no estado de Nova York, tendo pessoas negras como alvo. A tragédia da cidade de Buffalo chocou o país e o mundo.

Já no dia seguinte, domingo, 15, ocorreu um atentado semelhante no estado da Califórnia, que fica do outro lado do território norte-americano. O atirador, neste caso, era um homem de 68 anos de idade que realizou o ataque a uma Igreja Presbiteriana taiwanesa do Condado de Orange, causando a morte de uma pessoa e ferindo outras cinco. 

Segundo informações repercutidas pelo The Guardian, as autoridades do departamento de polícia local concluíram que o autor do crime de violência armada, David Chou, um imigrante chinês, possuía ódio e ressentimento em relação à comunidade taiwanesa. 

Notas pessoais escritas pelo criminoso revelam que senhor já teria morado na ilha de Taiwan durante um período de sua vida, mas acredita não ter sido bem tratado enquanto esteve lá.

Após ter sido pego em flagrante, Chou está detido e enfrentará em tribunal uma acusação de homicídio e cinco acusações de tentativa de homicídio.

Herói

Vale comentar que o atentado de Orange poderia ter chegado a proporções maiores não fosse pela atuação de John Cheng, de 52 anos, que estava na igreja com sua esposa e dois filhos, e, após avistar o atirador, correu em sua direção para desarmá-lo. 

Os esforços heroicos do homem garantiram que o criminoso fosse parado, dando ao pastor do local, por exemplo, a oportunidade de atingir Chou na cabeça com uma cadeira.

Depois disso, um grupo de fiéis foi capaz de amarrar o imigrante chinês com fios elétricos, mantendo-o imobilizado até a chegada de policiais ao local, ainda de acordo com o The Guardian. 

Cheng, infelizmente, não foi capaz de sobreviver aos tiros que recebeu enquanto defendia sua família e comunidade, se tornando a única vítima fatal do episódio.