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Titanic embaixo d’água: imagens desvendam como estão os destroços do navio

Exploradores que visitaram a embarcação após quase 15 anos, revelam que “o Titanic está retornando à natureza”

Fabio Previdelli Publicado em 22/08/2019, às 14h00

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- Crédito: Atlantic Productions

“O Titanic está retornando à natureza”. Foi assim que cientistas e mergulhadores descreveram o encontro com o navio mais famoso da história. A embarcação não recebia visitas há cerca de 15 anos. Há 3.800 metros abaixo da superfície do Oceano Atlântico, a corrosão salina e as bactérias comedoras de metal desgastaram partes da estrutura do casco.

O navio que naufragou há 107 anos – cerca de 600 quilômetros da costa de Newfoundlanda, no Canadá – está enferrujando num “isolamento silencioso”. A equipe de exploradores apontou um colapso parcial no casco do barco, o que coloca em risco o famoso aposento do capitão e todos os quartos luxuosos do navio. Parks Stephenson, historiador do Titanic, afirmou que parte do que viu no mergulho foi “chocante”.

“A banheira do capitão que é uma imagem favorita entre os entusiastas do Titanic – ela se perdeu”, continuou Stephenson. “A casa do convés daquele lado está colapsando, levando consigo os salões. Essa deterioração continuará avançando”.

As primeiras imagens de qualidade 4k do navio foram capturadas durante a expedição e serão publicadas juntas de um documentário, que está em fase de produção pela Atlantic Productions. As filmagens também permitirão visualizar os destroços usando a realidade virtual aumentada e a tecnologia de realidade virtual interativa.

Imagens mostram a deterioração do Titanic / Crédito: Atlantic Productions

 

O explorador Victor Vescovo, que também é presidente-executivo da Caladan Oceanic, disse que “não estava preparado” para o tamanho dos destroços. “O momento mais fantástico foi quando eu estava ao lado do Titanic; as luzes fortes do submersível refletiram-se em um portal, era como se o barco estivesse piscando para mim”.

Essa foi a primeira visita ao navio nos últimos 15 anos / Crédito: Atlantic Productions

O Titanic “continuará se deteriorando com o tempo” como parte de um processo natural, esclarece a cientista Lori Johnson, ela explicou que as bactérias agem como “uma comunidade que trabalha simbioticamente para comer os destroços”.