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Tocada na abertura das Olimpíadas em Tóquio, ‘Imagine’, de John Lennon, é criticada por bispo

No Youtube, o bispo americano dom Robert Barron analisou e condenou a letra da famosa música

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 02/08/2021, às 11h20

O bispo dom Robert Barron em vídeo
O bispo dom Robert Barron em vídeo - Divulgação/Youtube/Bishop Robert Barron

A música “Imagine”, do ex-beatle John Lennon, já foi regravada incontáveis vezes por inúmeros artistas. Lançada em 1971, a canção entrou para a história como um hino que pede por um mundo em paz. 

No entanto, não é assim que dom Robert Barron, bispo auxiliar de Los Angeles e fundador do ministério Word on Fire, vê a letra de uma das músicas mais reproduzidas de todos os tempos. 

Depois de ser tocada na abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o bispo publicou um vídeo em seu canal no Youtube em que analisava a composição, criticando o ponto de vista de Lennona partir dos dogmas religiosos.

“Foi tocada [na abertura dos Jogos] e cantada por um coro de crianças. Depois houve versões pré-gravadas por diferentes estrelas do pop. E isso foi feito como uma espécie de hino laico”, explicou Barron.

Ele começa sua análise: “Começa assim: ‘Imagine que não existe o Paraíso; é fácil se você tentar. Não há inferno debaixo de nós; acima de nós somente o céu’ (…) Dizer que não existe o Paraíso, que não existe o inferno, significa que não há nenhum critério absoluto para o bem e o mal. Não há um juízo moral”.

O americano diz que não tem “absolutamente nada contra os Beatles nem contra a obra de John Lennon”. “Mas tenho que dizer que não gosto da música ‘Imagine’”, afirma, enquanto lê a letra da música enquanto a avalia.

“‘Imagine que não existem países; não é difícil. [Que não existe] nada pelo qual as pessoas matem ou morram, nem religião’. O que me irrita mais nesse trecho é a linha final, ‘nem religião’ (…) E o que muitas pessoas da esquerda laica normalmente deduzem é que a fonte real dos males é a religião. Seria por culpa dela que as pessoas brigam”, continuou.

Para o religioso, no século 20, as "ideologias ateias foram responsáveis por muito mais violência do que a religião”. “Quando deixamos Deus de lado, também deixamos de lado o que é transcendente, deixamos de lado o sentido objetivo da moralidade. E é aí é que temos problemas”, concluiu.