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Traficante Hello Kitty queria voltar para a igreja evangélica, diz amiga

Segundo a mulher, que pediu para não ser identificada, Rayane queria retornar para a vida religiosa que levava aos 15 anos

Pamela Malva Publicado em 20/07/2021, às 19h00

Fotografia de Rayane em cartaz da polícia
Fotografia de Rayane em cartaz da polícia - Divulgação/ Portal dos Procurados

Na última sexta-feira, 21, a traficante Rayane Nazareth Cardoso da Silveira, de 21 anos, mais conhecida como Hello Kitty, foi morta durante uma operação policial. Agora, segundo o G1, uma amiga da jovem afirmou que ela pretendia voltar para a igreja.

“Eu não estava tentando levá-la para a igreja! Ela queria! As outras amigas falaram que ela não tinha mais jeito, mas ela já tinha me dito”, explicou a mulher, que pediu para não ser identificada. Para comprovar essa versão, a jovem ainda divulgou uma das últimas conversas que teve com a amiga antes que Hello Kitty fosse morta.

Na imagem, é possível ver uma foto enviada por Rayane, em que a traficante parece estar chorando. Em seguida, a amiga comenta: “o diabo investiu alto na sua vida, mas Deus escreve novamente uma história para ser lida com sucesso”.

Conversa entre as duas amigas / Crédito: Divulgação/ G1/ Arquivo Pessoal

 

Antes de realizar sua suposta vontade, contudo, Rayane foi morta ao lado de outros três suspeitos. De acordo com o G1, tudo aconteceu durante uma operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Todos conheciam a Hello Kitty, mas poucos conheciam a Rayane! Ela era rodeada por vários que se diziam amigos, mas não eram p* nenhuma”, lamentou a amiga.

Acontece que esta não era a primeira vez que Rayane tentava voltar para a vida religiosa. Em 2015, quando Hello Kitty tinha 15 anos e já estava envolvida com o tráfico, a jovem passou a frequentar uma igreja evangélica a pedido de alguns amigos.

Por lá, Rayane descobriu seu dom para a música. Em questão de quatro meses, todavia, a jovem abandonou a igreja, engravidou e voltou para a vida dos crimes logo em seguida. Foi apenas em 2018, contudo, que a traficante entrou para o radar da polícia.